11 janeiro 2019

Previdência dos militares, o desafio de Guedes



A briga promete não ser pequena, mas a equipe econômica quer incluir os militares na reforma da Previdência. A categoria havia sido poupada na proposta que tramita no Congresso, enviada na gestão de Michel Temer, mas a área econômica avalia que é importante “dar um exemplo”, já que serão exigidos sacrifícios de todos os trabalhadores. Além disso, segundo levantamento, a caserna tem o regime de previdência mais deficitário, com o Tesouro bancando 93% dos gastos. Entre as ideias estão criar uma idade mínima e aumentar as contribuições, ainda assim mantendo um regime diferenciado em relação a servidores civis e aos trabalhadores do setor privado. (Globo)

Bernardo Mello Franco: “Os generais prometem resistir a qualquer tentativa de incluir as Forças Armadas na reforma da Previdência. Eles cavaram a trincheira nos últimos dias, com recados públicos aos ‘Chicago Oldies’ de Paulo Guedes. Há mais de um quarto de século, Bolsonaro é um combatente incansável pelos privilégios dos militares.” (Globo)

E o sistema de capitalização individual para a aposentadoria, que só deve entrar em vigor em 2030 e para quem ganhar mais de R$ 4 mil, pode ter uma administração semelhante à do Tesouro Direto. Com isso, o trabalhador poderia investir o dinheiro que guardou para a aposentadoria em títulos, ações, títulos ligados à infraestrutura ou fundos de investimentos. A proposta é defendida há dois anos pelo agora ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e por dois assessores que estão trabalhando no governo, o que incomoda a equipe de Paulo Guedes. O funcionamento da capitalização, porém, não deve ser incluído na proposta que vai ao Congresso este ano, apenas sua criação. (Folha)

Por: Meio