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Militares se organizam para resistir à reforma da Previdência



“Você aceitaria a retirada de algum direito?” Quem pergunta é o novo comandante do Exército, Edson Pujol. São sete os ministros militares dentro do novo governo. A equipe econômica liderada por Paulo Guedes gostaria de estender o tempo mínimo de serviço para os militares de 30 para 35 anos e de recolher uma contribuição de 11% sobre as pensões de suas viúvas. Há resistência, e não é pequena. Quem a comanda é o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, que terá um encontro com o grupo de Guedes. Seu argumento é de que o dinheiro fará pouca diferença. O discurso é de que militares não se aposentam, entram na reserva e de que, por isso, não têm previdência e, sim, proteção social. (Folha)

“Sem eles, perde muito”, afirmou Guedes em entrevista aoPoder360. “É aquele negócio: liderar pelo exemplo. Os ‘cabeças brancas’, mais ilustrados, todos sabem que algo deveria ser feito.” O ministro conta com pelo menos um apoio declarado — o general Santos Cruz, da secretaria de Governo. “Seria interessante, quando mexer em tudo, mexer junto neles. Para evitar que digam que o presidente pensou como um líder corporativo.”

Quando o presidente Jair Bolsonaro viajar para Davos, terá no colo este problema para resolver: se inclui ou não os militares na proposta de reforma da Previdência que será encaminhada ao Congresso, em fevereiro. “A ida, a volta e parte da viagem serão usadas para discutir os cenários”, conta Vera Magalhães.

Por: Meio

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