02 janeiro 2019

Jair Messias Bolsonaro, presidente



Ao todo, 10 chefes de Estado assistiram à posse de Jair Messias Bolsonaro, o 38º presidente da República. O homem que ouviram, primeiro na posse formal no plenário da Câmara, depois mais relaxado, já com a faixa, no parlatório do Planalto, não mudou em nada seu discurso desde a campanha. "É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil”, afirmou ao público presente. “Me coloco diante de toda a nação, neste dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto.” E demarcou espaço com o slogan que se popularizou entre militantes da direita: “Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha.” Havia dúvidas se desfilaria em carro aberto no caminho para o Congresso — mas, com a nada sutil presença de seu filho Carlos sentado atrás, em proteção ao pai, manteve a tradição do percurso no Rolls Royce presidencial. Jurou a Constituição, assim como — em posição de sentido e num tom de voz alto — também o fez seu vice, o general da reserva Hamilton Mourão. A tradição foi quebrada de forma simpática pela nova primeira-dama, Michelle, que discursou antes do marido em Libras. Leia a íntegra dos discursos do novo presidente.

Checagem: o que é verdade, e o que não é, nos dois discursos de posse, segundo o Aos Fatos.

Igor Gielow: “Pouco antes do discurso de posse presidencial do pai no Congresso, o deputado Eduardo Bolsonaro havia dito que o texto seria ‘uma caixinha de surpresas’. Não foi. A fala foi um resumo de todos os tuítes postados nos últimos meses. Se há uma linha-mestra do bolsonarismo, está colocada ali para quem quiser criticar ou cobrar a aplicação depois. A fórmula foi repetida, repaginada, no discurso seguinte no parlatório do Planalto. Lá, falando para seu público fiel, usou e abusou do linguajar pelo qual notabilizou-se ao longo de sua carreira. A incapacidade da política tradicional de entender as demandas da sociedade após três décadas de ineficiência do modelo da Constituição de 1988 e as forças liberadas a partir dos protestos de junho de 2013 foi respondida pelo eleitorado com esse Bolsonaro, o do parlatório.” (Folha)

Ao todo, 12 mil pessoas trabalharam na segurança da posse. (Estadão)

O G1 listou 58 promessas feitas pelo presidente.

Da Academia Militar ao Planalto: a Agência Lupa conta a trajetóriade Bolsonaro.

A primeira decisão: ainda à noite, o novo presidente baixou decreto elevando o salário mínimo de R$ 954 para R$ 998. No Orçamento, o valor previsto era de R$ 1.006. A inflação foi mais baixa do que o esperado, o que justifica o reajuste menor.

E ainda: o presidente retirou da Funai a demarcação de terras indígenas, que agora é atribuição do Ministério da Agricultura. (Folha)

A partir de hoje começa uma operação pente-fino na máquina administrativa. As redes sociais de funcionários sem estabilidade já foram vasculhadas: quem escreveu ‘Ele não’, ‘Fora, Temer’, ‘Foi golpe’ ou até mesmo ‘Marielle vive’ será sumariamente demitido, informa Ascânio Seleme. (Globo)

Por: Meio