13 novembro 2018

Paulo Guedes quer fazer limpa nos bancos públicos



Uma das primeiras ofensivas do governo Bolsonaro na economia deve ocorrer nos bancos públicos. Uma equipe de ‘voluntários’, profissionais de carreira de Banco do Brasil, Caixa e BNDES, está listando as pessoas com salários entre R$ 30 e R$ 60 mil para indicar quais têm laços com PT e MDB. Paulo Guedes quer fazer uma limpa. Concursados serão substituídos, indicados, demitidos. Os bancos aumentaram seus quadros desde a virada do século. O novo governo planeja extinguir alguns cargos. (Estadão)

Já estão definidas as linhas de atuação do BNDES sob Joaquim Levy. São quatro: logística e infraestrutura, privatizações e desmobilização de ativos, inovação e novas tecnologias e reestruturação das finanças de estados e municípios. As estatais, principalmente as que dependem de subvenção do Tesouro, deverão ser privatizadas e o modelo destes contratos deve ficar a cargo do banco. (Globo)

Pois é... O BNDES terá uma linha de crédito direta para startups, anunciada ainda este mês. Voltada para empresas que já têm faturamento acima de R$ 1 milhão, os empréstimos ficarão abaixo de R$ 10 milhões. (Estadão)

Vera Magalhães: “O que é maior? Ser diretor financeiro do Banco Mundial ou presidente do BNDES? Na opinião de ex-auxiliares de Joaquim Levy, só uma justificativa explica ele considerar que é o segundo: a perspectiva de ficar na fila para voltar ao comando da economia e ‘consertá-la’, algo que ele achava que passaria para a história tendo feito no governo Dilma. Levy seria um ‘plano B liberal’ para Jair Bolsonaro, algo que não havia no radar. A percepção do mercado era a de que, se Paulo Guedes caísse ou se inviabilizasse, haveria risco à propensão liberalizante do governo. ‘Levy é um seguro liberal para o Bolsonaro. Só não sei se o Guedes se deu conta disso’, diz um conhecido de ambos.”

Por: Meio