23 novembro 2018

MEC ganha segundo ministro indicado por Olavo



Após Mozart Ramos, do Instituto Ayrton Senna, ter sido abatido pela bancada evangélica, o presidente eleito Jair Bolsonaro foi ao Twitter comunicar que o professor Ricardo Velez Rodriguez será o novo ministro da Educação. É o segundo indicado pelo escritor Olavo de Carvalho no ministério. Nascido na Colômbia, de onde se exilou trotskista em 1973, fez mestrado na PUC-Rio em Pensamento Brasileiro, doutorado na Gama Filho no mesmo tema, e conseguiu o pós-doc no Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, da prestigiosa Universidade de Paris de Ciências e Letras. É, hoje, um dos principais pensadores conservadores do Brasil.

Seguindo o modelo também adotado pelo chanceler indicado Ernesto Araújo, Velez publicou num blog, criado também no ano eleitoral, sua visão de mundo. Lá, deu sua visão de MEC. “Enxergo uma tarefa essencial”, escreveu. “Enquadrar o MEC no contexto da valorização da educação para a vida e a cidadania a partir dos municípios, que é onde os cidadãos realmente vivem. A proliferação de leis sufocou a vida cidadã, tornando os brasileiros reféns de um sistema de ensino afinado com a tentativa de impor uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana’, com toda a corte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero, a dialética do ‘nós contra eles’ e uma reescrita da história destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania.”

Christian Lynch: “Ricardo Velez não é tecnicamente um ‘olavista’. Ele é o caçula da turma do Instituto Brasileiro de Filosofia do Miguel Reale, celebrado pelo Olavo de Carvalho em suas obras como um dos maiores intelectuais brasileiros junto com o Gilberto Freyre. Na verdade, Olavo e o Velez seriam mais bem explicados ideologicamente como pertencentes à mesma ‘família’ conservadora, que partilha o mesmo amálgama de conservadorismo culturalista e estatista que vigorou durante o regime militar e estava então Identificado com Reale.”

Por: Meio