16 outubro 2018

Ibope confirma: 52 a 37%, Bolsonaro quase no Planalto



Confirmando os números das pesquisas anteriores, o Ibope anunciado ontem à noite enxergou larga distância entre Jair Bolsonaro, que tem 52% dos votos totais, e Fernando Haddad, com 37%. 9% dizem que votarão nulo e 2% não sabem ou não responderam. O capitão reformado tem maior vantagem conforme cresce a escolaridade, quanto mais jovem é o eleitor, e em todas as regiões, menos o Nordeste. 66% dos evangélicos votam nele, contra 24% em Haddad; e 48% dos católicos, contra 42% no petista. O militar vence com larga vantagem entre brancos, mas estreita entre negros e pardos. Contando-se apenas os votos válidos, a pesquisa ficou 59% contra 41%. O Ibope ouviu 2.506 pessoas no sábado e domingo. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Bernardo Mello Franco: “O favoritismo de Bolsonaro não é mais o único problema do PT. A pesquisa divulgada ontem pelo Ibope mostra que Haddad passou a enfrentar um novo obstáculo. Pela primeira vez na campanha, seu índice de rejeição ultrapassou o do adversário. De acordo com o levantamento, 47% dos eleitores descartam votar no petista. Isso significa que a rejeição disparou nos últimos dias. Na véspera do primeiro turno, o índice era de 36%. Os petistas associam a maré contra ao bombardeio de fake news. Já foi acusado até de defender o incesto, em postagem do bolsonarista Olavo de Carvalho. A artilharia produziu efeito. Ontem ele levou a mulher e os filhos para a TV, num esforço para rebater a ideia de que seria um inimigo da família tradicional. Com o TSE de braços cruzados, Bolsonaro colhe os frutos da ofensiva virtual.” (Globo)

Pois é... Só no fim de semana da eleição de primeiro turno, a turma do Aos Fatos contou 1,17 milhão de compartilhamentos de notícias falsas dentro do Facebook. A maioria, 844,3 mil, afirmando que havia fraudes nas urnas eletrônicas. Uma delas, divulgada por tweet do senador eleito Flávio Bolsonaro, afirmava que uma urna autocompletava voto em Haddad. Na principal rede de veiculação de mentiras, o WhatsApp, a contabilidade não é possível.

Por: Meio