04 outubro 2018

A última que morre: manifesto pede chapa Alcirina



Começou a circular com força, ontem, um manifesto pedindo que Alckmin e Marina abram mão de suas candidaturas em nome de Ciro Gomes. O critério é simples: ele é quem está em terceiro lugar. Os signatários iniciais são Lemann Fellows, brasileiros identificados como tendo alto potencial de liderança pela fundação criada por Jorge Paulo Lemann. “No momento de crise em que vivemos, não podemos arriscar ter o Brasil refém de governos que irão ampliar ainda mais a divisão e polarização do país”, afirma o texto, crítico tanto ao PT quanto às posições de Bolsonaro.

Ciro, evidentemente, já acenou concordar com a chapa apelidada Alcirina. “Me honra muito a ideia de que eu possa ser o estuário de todos”, afirmou, dizendo que endossaria com gosto boa parte dos projetos de Marina — com exceção do Banco Central independente. E alguns dos de Alckmin, como o de simplificar vários tributos criando o Imposto sobre Valor Agregado. A chapa tucana rejeitou. “Manifesto sem autor, sem sentido e sem a menor chance de acontecer.” A de Marina não se pronunciou.

Então... Sutilmente, o ex-governador Jaques Wagner, do PT, indicou o mesmo caminho. “O perfil do Ciro, por ser um cara mais aguerrido, mais intempestivo, pode ser que ele contemplasse mais essa expectativa por um perfil retado, que bata na mesa.” Feitas na terça-feira nos bastidores do debate dos candidatos baianos, as declarações irritaram a alguns no partido. (Estadão)

O movimento em algumas bolhas das redes sociais, começando também ontem, sugeriu uma forte onda de conversão cirista. Por enquanto, só nas bolhas. A pesquisa Ibope que fez entrevistas terça e na própria quarta-feira o viu estável. Oscilou um ponto para baixo, 10%, dentro da margem de erro. Haddad subiu dois e foi a 23% e, Bolsonaro, subiu um. Está com 32%. Os líderes se distanciaram do segundo pelotão. Haddad venceria Bolsonaro no segundo turno de 43% a 41%, empate técnico. Ciro venceria com folga — 46% a 39%.

Pois é... Marina sofreu uma baixa. Um dos seis filhos de seu vice, Eduardo Jorge, virou o voto para Ciro publicamente. (Globo)

Por: Meio