24 setembro 2018

Toffoli defende urna, duvida de golpe e diz que indulto não é só para um



Em entrevista concedida a Letícia Casado e Mônica Bergamo, o novo presidente do Supremo, José Antonio Dias Toffoli, partiu em defesa da urna eletrônica. “O batismo da urna legitima os poderes”, afirmou. “Aquele que for eleito tem que ser respeitado por todas as forças. Devem respeitar o jogo democrático, apoiando ou fazendo oposição.” Ele escapou da discussão sobre o autogolpe citado pelo general Mourão, vice de Bolsonaro. “As Forças Armadas sabem da grave responsabilidade das funções que têm e respeitam a Constituição.” O ministro, que foi advogado do PT, também opinou a respeito de um indulto que poderia ser concedido a Lula se Fernando Haddad for eleito. “Há uma decisão de que o indulto não pode beneficiar quem tiver sido condenado por corrupção”, lembrou. “Essa discussão vai ser colocada no colegiado.” Hoje, não poderia. O STF terá ainda de avaliar se condenados por corrupção podem ser incluídos. Para Toffoli, porém, um presidente não pode usar o benefício para apenas um. “O indulto tem que ter caráter geral, não cabe a uma pessoa específica.” (Folha)

Porém... A defesa de Bolsonaro reafirmou no TSE que enxerga possibilidade de fraude. O PT pediu à Corte que ordenasse a retirada do ar de um vídeo no qual o ex-capitão fala que uma vitória de Haddad viria por fraude. A liminar foi negada, o pleno ainda julgará o caso. (Estadão)

Enquanto isso... A Polícia Federal está preocupada com o timing do encerramento da investigação sobre os motivos que levaram Adélio Bispo a atacar Bolsonaro. O prazo aponta para a antevéspera do primeiro turno, informa o Painel. Adélio deve dar entrevistas, uma ao SBT e outra à Veja, na quinta.

Por: Meio