25 setembro 2018

Ibope: Bolsonaro parou de crescer; Haddad, não



Jair Bolsonaro parou de crescer, estancou. Segue com os 28% que o Ibope lhe atribuía na última terça-feira. Fernando Haddad diminuiu o ritmo, mas ainda está subindo — tinha 19, alcançou 22%. Ciro Gomes continua estável em 11% faz três semanas e Geraldo Alckmin oscilou um ponto para cima, chegando a 8%. Marina caiu, também um ponto. Tem 5%. João Amoêdo, que estava com 2, foi a 3%.

Neste meio tempo, subiu para seu ponto mais alto desde o início da campanha a rejeição a Bolsonaro. Era de 42, chegou a 46%. A de Haddad também subiu, mas apenas um ponto. Está em 30%. Marina é rejeitada por 25%; Alckmin, por 20%; e Ciro Gomes, por 18%.

Também as avaliações de segundo turno ficaram ruins para o candidato do PSL. Perde para todos, com exceção de Marina Silva, com quem empata em 39%. Para Haddad, a derrota é de 43 a 37%; para Alckmin, 41 a 36%. E, para Ciro Gomes continua aparecendo a maior diferença, 46 a 35%.

Bernardo Mello Franco: “O capitão manteve seus 28%, mas recebeu três notícias ruins. A primeira foi o crescimento de Haddad, que chegou a 22% e passou a ameaçar sua liderança. A segunda foi o crescimento de seu próprio índice de rejeição, que chegou a 46%. A terceira foi a mudança nos cenários de segundo turno. Os números animaram os petistas, mas não significam que Haddad terá vida fácil. O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, afirma que a verdadeira rejeição do petista é maior que os 30% indicados na pesquisa. Ele diz que o questionário capta a aversão à ‘pessoa física’ do candidato. Seu desgaste tende a aumentar quando o eleitor que não deseja a volta do PT passar a identificá-lo como inimigo.” (Globo)

Bruno Boghossian: “A provável explicação para o retrato exibido pelo Ibope é a formação de mobilizações contrárias ao candidato do PSL e a sucessão de ataques a ele na propaganda eleitoral. A dura campanha de Alckmin contra o deputado não fez o tucano crescer, mas pode ter travado o crescimento do adversário. Quem se beneficia, por enquanto, é Haddad. Nos últimos dias, o senador Cássio Cunha Lima afirmou que os ataques eram um erro. Semanas antes, Alckmin havia dito que faria ‘o possível’ para evitar a vitória do rival. Parece que o paulista assumiu o papel de kamikaze.” (Folha)

Enquanto isso... O Centrão, bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, vai esperar até o Datafolha, mais adiante na semana, para decidir como se portar. De acordo com Julia Duailibi, se Geraldo Alckmin não subir, os partidos desembarcam da candidatura discretamente.

Por: Meio