01 agosto 2018

PT sem vice, Ciro espera PSB, Centrão não se decide e Janaína ainda pensa



Este, de 2018, é um pleito diferente de todos os anteriores. Nunca foi tão difícil emplacar um vice e nesta que é a última semana de convenções, os candidatos dançam, por vezes desgastando-se em público. Nenhum vice, porém, é mais importante do que o do PT. Afinal, é quem provavelmente disputará a eleição quando o TSE negar a candidatura Lula. Segundo o Painel, da Folha, o partido provavelmente encerrará a convenção de sábado sem designar um nome, permitindo que a executiva nacional decida. Tem até 15 de agosto, data final do registro da chapa no TSE.

Com o mineiro Márcio Lacerda tendo recusado a vaga, o PDT de Ciro Gomes busca dentro do PSB outro nome. Prefere que venha do sul ou sudeste e cogita Luciano Ducci, ex-prefeito de Curitiba. Mas não está garantida a aliança com os socialistas — o PSB pernambucano ainda resiste, e é forte. Os pedetistas ofereceram apoio ao PSB em sete estados. (Estadão)

Por sua vez, Jair Bolsonaro cedeu em alguns pontos para atrair a advogada Janaina Paschoal. De acordo com o Painel, recuou da ideia de aumentar para 21 o número de ministros do STF e de reduzir para 16 a maioridade penal. O consenso ficou em 17. Há, informa oEstadão, um plano B que retorna à lista. O presidente do Clube Militar, general da reserva Hamilton Mourão. Formariam uma chapa militar puro-sangue.

Puro-sangue não deverá ser a chapa de Alckmin. Chegou-se a sugerir uma composição com o senador Tasso Jereissati. “É mais provável que a chapa contemple outros partidos”, afirmou o candidato. Enquanto Marina Silva iniciou uma conversa com um ex-presidenciável: Eduardo Jorge, do PV. (Estadão)

DataPoder360, pesquisa realizada por telefone: Bolsonaro lidera com 20% (e 65% de rejeição). Ciro mantem os 13% em segundo. Alckmin, que tinha 7% em maio, chega a 9%. Com rejeição de 63%. Marina, 6%; Haddad, 5%.

Por: Meio