São Desidério Fest 2018

22 agosto 2018

Datafolha: Bolsonaro lidera com 22%; Marina tem 16% e, Ciro, 10%



O Datafolha, que foi às ruas ontem e anteontem, ouviu dos eleitores que, numa eleição sem Lula, Jair Bolsonaro iria ao segundo turno com 22% dos votos, acompanhado de Marina Silva, com 16%. Ciro Gomes é o terceiro, com 10%, seguido de Geraldo Alckmin, com 9%. Alvaro Dias e Fernando Haddad tem 4% cada, João Amoêdo e Henrique Meirelles pontuaram 2%. (Folha)

Já num improvável cenário de Lula concorrer, o ex-presidente teria 39% dos votos, seguido de Bolsonaro com 19%. Marina teria 8% e, Alckmin, 6%. Ciro, 5%; Alvaro Dias, 3%; João Amoêdo, 2%.

Bolsonaro lidera no índice de rejeição, com 39%, Lula tem 34% e, Alckmin, 26%. Marina, 25%; Ciro, 23%; Haddad, 21%.

O Datafolha também mediu possibilidades de segundo turno. Lula venceria com tranquilidade contra Bolsonaro, Alckmin e Marina. Marina venceria contra Bolsonaro e Alckmin. O único cenário no qual o ex-capitão vence é contra Fernando Haddad. O ex-prefeito perderia, aliás, também para Alckmin.

Mauro Paulino e Alessandro Janoni, do Datafolha: “O saldo dos últimos acontecimentos no cenário eleitoral mexeu com o imaginário da opinião pública. O registro da candidatura do ex-presidente Lula, e sua repercussão, despertam parte importante do eleitorado, que mostrava-se letárgica. No entanto, se a estratégia petista parece ter revigorado a esperança de parcela de seus simpatizantes, por outro pode cristalizar a figura de seu antagonista, Jair Bolsonaro. O imbróglio gera ruído em uma campanha de ‘tiro curto’, com pouco espaço para manobras arriscadas, especialmente numa eleição em que o desinteresse é o mais alto desde 1994. Bolsonaro subiu com padrão mais intenso. De junho até aqui, seu crescimento na espontânea é mais nítido especialmente na Região Sul. No estrato que rejeita totalmente o petista, não só como candidato, mas também como cabo eleitoral, Bolsonaro alcança praticamente o dobro das intenções de voto que tem na média do eleitorado (42%). Alckmin, nesse conjunto, fica com até 11%, empatado com Marina. O desafio do PT será conseguir comunicar a tempo a candidatura de Fernando Haddad. Haddad chega a ser menos conhecido entre os lulistas fiéis do que entre seus detratores. Quase metade dos que enaltecem o ex-presidente, tanto como candidato quanto como cabo eleitoral, não sabe quem é Haddad, mesmo que só de ouvir falar.” (Folha)

Por: Meio