25 abril 2018

Turma do Supremo vira a a mesa por Lula



A Segunda Turma do Supremo decidiu tirar do juiz Sérgio Moro os depoimentos de executivos da Odebrecht referentes à compra do terreno para erguer o Instituto Lula, a reforma do sítio de Atibaia e a aquisição de um apartamento para o ex-presidente. Os ministros remeteram os depoimentos para a Justiça Federal de São Paulo. Mas o caso referente ao sítio, ao Instituto e ao apartamento seguem com Moro. Só que ele não poderá usar, no primeiro momento, as delações. Em outubro, a mesma turma, por unanimidade, havia decidido que os depoimentos ficariam com o juiz. Agora, dos cinco ministros, três mudaram radicalmente de ideia: Dias Toffoli, Lewandowski e Gilmar Mendes. Decidiram acatar o argumento da Defesa de que o tema não tem a ver com a corrupção na Petrobras. No Paraná, o Ministério Público ainda analisa qual o impacto da decisão nos processos. Terminaram vencidos o relator Edson Fachin e o decano, Celso de Mello. No futuro, Moro poderá pedir à Justiça de São Paulo que compartilhe das provas que ele próprio colheu.

Pois é: As denúncias do Ministério Público que se tornaram processos como Atibaia e Instituto Lula afirmam, justamente, que a origem do dinheiro da corrupção foi escamoteada. Mas vêm, notadamente, da Petrobras. É, aliás, isso que se chama lavagem de dinheiro. (Globo)

A decisão é radical. Está aberta, segundo um ministro do STF ouvido pelo Painel, uma ‘larga avenida’ para que as ações contra Lula saiam das mãos de Moro. Recomeçariam do zero em São Paulo. (Folha)

Por: Meio