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04 abril 2018

STF decide hoje destino de Lula — e, talvez, da Lava Jato



O dia ontem foi tenso, véspera de julgamento que ocorre hoje no Supremo e que pode decidir não só a prisão de um ex-presidente como também o destino da Lava Jato. Os ministros do STF se encontram à tarde em plenário, às 14h, e haverá transmissão pela TV Justiça e YouTube. Eles decidirão se acatam um habeas corpus de Lula, o que impediria o início de sua pena mesmo após condenado pela corte de apelação. Podem, também, fazer com que o alcance da decisão seja mais amplo, derrubando o início da prisão após condenação em segunda instância. Aí, vários condenados pela Lava Jato podem vir a ser soltos. Dificilmente acaba hoje. Mas o voto que ninguém conhece e que decidirá o embate é o da ministra Rosa Weber. A quarta a se manifestar.

Ao lado de Lula, neste caso, caminham PP, PR, PTB e até o MDB. Ao repórter Gerson Camarotti, o decano da Câmara, Miro Teixeira, explicou a lógica. “O Lula pode ser um boi de piranha”, afirmou. “Ele pode estar sendo colocado nesse rio para passar a manada da impunidade. Essa é a questão.”

Raramente o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se entende com sua sucessora, Raquel Dodge. Não é o caso, hoje. “Justiça que tarda é uma justiça que falha”, afirmou Dodge. “Não é um exagero afirmar que esse é um dos julgamentos mais importantes na história do STF.” Num evento em Brasília, Janot concordou. “Temos que nos abstrair de pessoas, temos que olhar as teses que se colocam e os efeitos disso no sistema penal.”

Se o evento em prol de Lula que ocorreu terça-feira, no Rio, foi mirrado, as manifestações a favor da prisão em segunda instância e contra o habeas corpus tiveram volume. Ocuparam oito quadras da Avenida Paulista, nos dois sentidos, embora com espaços brancos aqui e ali. Em escala menor, também teve presença na Avenida Atlântica, no Rio, além de outras 15 capitais do país. Não foi, nem de perto, o mesmo tamanho das passeatas pelo impeachment. (Folha)

Os número dos organizadores: 48 mil pessoas em todo o Brasil. São Paulo sozinha chegou a colocar 1,4 milhão de pessoas no tempo do impeachment. (Piauí)

Por: Meio