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13 abril 2018

Decisão que liberou Alckmin vai liberar Haddad



A nova interpretação surgida nos tribunais superiores, de que processos por caixa dois não devem ser julgados nas cortes comuns e sim nas eleitorais, vai além de Alckmin. Pelo menos 20 dos 84 envolvidos nas delações da Odebrecht se enquadram aí. Os nomes incluem o do ex-prefeito Fernando Haddad (possível candidato do PT) e do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Como a legislação eleitoral foi criada para cassar mandatos mais do que punir com prisão, sua pena máxima é de cinco anos e, assim, os crimes prescrevem bem antes, em no máximo 12 anos. Seis, para quem tem mais de 70. Foram já poupados, por conta, José Serra, Roberto Freire e Marta Suplicy (por crimes cometidos nos tempos de PT). (Globo)

A decisão de investigar Geraldo Alckmin por crime de caixa dois e não corrupção e lavagem de dinheiro foi do vice-procurador-geral Luciano Maia. A diferença, segundo ele, é que a Odebrecht não apontou nenhum favor prestado por Alckmin, tampouco pediu favor específico, em troca dos R$ 10,3 milhões dados sem declarar. Maia afirma, também, que a Lava Jato pode investigar o tucano se tiver indícios de corrupção. Basta pedir ao TER-SP os dados do inquérito. (Globo)

Luciano Mariz Maia é primo de José Agripino Maia, senador do DEM. Em 2006, Agripino era um dos cotados para a vice na chapa de Alckmin, lembra Bernardo Mello Franco. (Globo)

Aliás... O caso de Alckmin, que andava lentamente no STJ, teve resolução rápida. Ele renunciou ao governo na sexta, a Lava Jato paulista pediu acesso às investigações, Luciano Maia sugeriu encaminhar ao TRE-SP e o STJ na quarta já havia decidido. Em sigilo, o governador já havia prestado depoimento. (Folha)

Por: Meio