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Vereadora assassinada no Rio



Marielle Franco, que estava em seu primeiro mandato na Câmara do Rio pelo PSOL, foi assassinada dentro de seu carro não longe da sede da Prefeitura. Tinha 38 anos, fora eleita a quinta mais votada da cidade. Era próximo das 21h30 quando um automóvel emparelhou com o da parlamentar e abriu fogo. Investigadores da Polícia Civil recolheram pelo menos oito cápsulas e, segundo eles, os criminosos sabiam em que banco Marielle estava sentada, pois foi onde miraram apesar dos vidros escuros e de ser noite. Seu motorista, na linha de tiro, também morreu. Uma assessora, sentada ao lado, foi atingida apenas por estilhaços. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil trabalha com a hipótese de ter sido uma execução. Nos últimos dias, pelo Facebook e pelo Twitter, ela vinha denunciando a violência da Polícia Militar. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, determinou que a Polícia Federal ajude na investigação. (Globo)

Apenas algumas horas antes, um novo comandante, indicado pelo interventor general Braga Netto, assumiu a PM-Rio. O coronel Luís Cláudio Laviano foi imediatamente cobrado pela participação de policiais nas milícias que atuam na região metropolitana. Pois, também ontem, uma operação de Polícia Civil e Ministério Público prendeu quatro PMs milicianos. “Os milicianos atuam onde?”, perguntou retoricamente. “Onde existe um vácuo de poder, onde existe um espaço.”

Nem da Rocinha: “Você acha que não tem corrupção no Exército? Eu me lembro que alguns militares falavam pros nossos soldados. ‘Pôxa, não fica com fuzil na rua não, esconde isso porque depois a gente leva bronca do sargento.’” O traficante foi entrevistado na Penitenciária Federal de Porto Velho pelo repórter Gil Alessi, do El País.

Ilona Szabó: “O Brasil possui o maior número absoluto de mortes por armas de fogo no planeta — cerca de 44 mil em 2017. Sabemos que o custo de matar aqui é baixo. Menos de 10% das mortes violentas resultam em condenação. Ao contrário do que seu nome fantasia sugere, o Estatuto do Desarmamento não desarma o cidadão. Hoje, um brasileiro maior de 25 anos pode possuir até seis armas em casa ou local de trabalho, desde que cumpra requisitos. No entanto, é importante que se entenda que possuir uma arma é um ato de grande responsabilidade. Armas são instrumentos de ataque e raramente de defesa, e aumentam o risco de acidentes, suicídios e assassinatos de parceiros íntimos em lares onde estão presentes. Se sua escolha é possuir uma, não subestime os riscos. O estatuto proíbe o porte de armas para civis, isto é, cidadãos comuns não podem andar armados nas ruas. Faz todo sentido. A ideia de que armar civis torna as sociedades mais seguras é um mito. Estudo do Ipea em São Paulo mostra que o aumento de 1% de armas de fogo eleva em até 2% a taxa de homicídio. Um último esclarecimento sobre o referendo de 2005. Nele, a população decidiu que civis poderiam continuar a comprar armas no Brasil. E seu resultado foi respeitado, uma vez que a posse continua permitida no país.” (Folha) via Pioneiros

Fonte: Meio

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