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Trump vai a Kim



Nunca aconteceu antes — não desde que, em junho de 1950, estourou uma guerra civil entre as duas Coreias. Mas Kim Jong-Un, o terceiro da família a ocupar o comando total da Coreia do Norte desde então, convidou o presidente americano Donald Trump para conversar. E pôs, na mesa, a possibilidade de o país comunista abrir mão de suas armas nucleares. Tal encontro entre chefes de Estado é inédito e Trump o aceitou.

Foi num repente e de improviso. Trump tinha, hoje, um encontro agendado com o enviado especial sul-coreano Chung Eui-young. Mas ontem, ao saber de sua presença na Casa Branca, pediu-lhe que passasse pelo Salão Oval. Chung contou do convite que trazia — o presidente americano imediatamente o aceitou e pediu ao diplomata que informasse a imprensa naquele minuto. Pego de surpresa, foi preciso ainda um telefonema de autorização ao presidente sul-coreano Moon Jae-in. O encontro nasce do esforço, por parte de Moon, de convencer os norte-coreanos a conversar. (New York Times)

Karen DeYoung: “Ao menos por enquanto, parece uma vitória clara. Otimistas enxergam um avanço imenso. Mesmo pessimistas reconhecem que a linha dura de Trump com Pyongyang teve papel importante para reencaminhar um dos problemas mais ameaçadores do mundo numa direção positiva.” (Washington Post)

Nicholas Kristof: “É uma aposta perigosa e má ideia. Não acredito que estou dizendo isso. Mas o jeito correto de promover este encontro é com uma preparação cautelosa para garantir que a reunião traga avanços concretos. Kim e Trump são showmen com uma queda por gestos dramáticos. Isto cria riscos em caso de tudo dar errado. Líderes norte-coreanos há anos esperam respeito e credibilidade internacional. Quando um presidente americano visita a Coreia do Norte, este é um imenso presente para Kim. É incrível que um autodeclarado negociador como Trump ofereça tanto já na largada. Seria preciso enviar antes diplomatas para que façam um pré-acordo. Para Trump, o anúncio traz o benefício de mudar o assunto das manchetes, escapando de sua relação com uma atriz pornô e a investigação sobre interferência russa.” (New York Times)
 
Por: Meio
 
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