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Quatro tiros contra caravana de Lula



Quatro tiros atingiram, na saída da cidade de Quedas do Iguaçu, Paraná, o comboio de ônibus que transportava o ex-presidente Lula, em campanha. O último dos três ônibus, que levava jornalistas, recebeu dois tiros na lataria e um, de raspão, em um dos vidros. O último tiro acertou o veículo que estava no meio e carregava assessores. Ganchos colocados na estrada furaram, ainda, pneus do transporte da imprensa. Ninguém foi ferido. Lula estava no da frente. “Querem matar?”, provocou depois o ex-presidente. “Mataram Tiradentes, salgaram a carne, mas eles não mataram a ideia libertária da independência.” O ataque ocorreu justamente no único trecho em que a caravana não foi escoltada por policiais. O curso do líder petista pelo Sul vem encontrando resistência e um para-brisas já havia sido quebrado com pedras. No comício umas horas antes do ataque, Lula prometeu recriar o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Quedas do Iguaçu é cercada de assentamentos onde vivem oito mil famílias. (Folha)

O ministro da Segurança, Raul Jungmann, recebia justamente deputados do PT quando ouviu, assustado, sobre o ataque. “É inaceitável que aconteça”, reagiu. “Não pode acontecer.” (Estadão)

Segundo o Painel, Jungmann vê o lance como prenúncio de um futuro sombrio. Umas horas antes, durante um comício, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad viu à distância a torre de uma igreja. “Alguém vistoriou?” Ouviu não. “Estão brincando.”

“Acho que eles estão colhendo o que plantaram”, afirmou o governador paulista Geraldo Alckmin. (Folha)

De José Roberto de Toledo, editor digital da Piauí, no Twitter: “1954 feelings.”

Fonte: Meio

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