02 março 2018

Odebrecht procura provas contra PT; MP da Suíça, contra PSDB



A capa da revista Época que chega hoje às bancas conta a rotina de Marcelo Odebrecht, que enfrenta desde dezembro dois anos e meio de prisão domiciliar em sua casa paulistana. O executivo tem um objetivo fixo: buscar em seu computador, agora que tem acesso a ele, novas informações que possam abater tempo de sua pena. E 43 emails divulgados na noite de quarta-feira, pela Justiça em Curitiba, dão mostra do que pode render o material. “A equipe informou hoje que está tudo conforme programado”, escreveu o empreiteiro em um. “Temos um engenheiro sênior que se instalou em Atibaia e está cuidando pessoalmente do assunto.” Trata das obras no sítio que afirma pertencer a Lula. Noutro faz um alerta. “Importante não mencionar nada sobre minha conta corrente com Italiano pois só ele e amigo de meu pai sabem.” Italiano é o ex-ministro preso Antonio Palocci. Amigo de Meu pai, segundo Odebrecht, é Lula.

Os problemas não estão apenas no PT. O Ministério Público suíço está levantando documentos e extratos de quatro contas bancárias atribuídas ao ex-diretor da DERSA Paulo Vieira de Souza. O Paulo Preto, acusado de operar para o PSDB paulista. Foi nestas contas que encontraram R$ 113 milhões. Souza comandou a estatal entre 2007 e 2010, quando governava José Serra. (Estadão)

Teve repercussão em toda a esquerda a entrevista concedida por Lula à Folha, publicada na quinta. Internamente, no PT, mais de um se incomodou com o tom egocêntrico. “Só vou aventar a possibilidade de outra candidatura quando for confirmado definitivamente que não sou candidato”, disse o ex-presidente. A sensação de alguns correligionários é de que Lula prioriza seus interesses em detrimento dos do partido.

Ciro Gomes foi outro que rejeitou as conclusões do petista. Sua implicância foi outra — com o trecho em que Lula diz que sem apoio de PT ou PSDB ninguém chegará ao Planalto. “Não é nada fácil carregar hoje 12 anos e um mês de cadeia, já em 2ª instância”, afirmou o pedetista em tom conciliador numa entrevista à Rádio Band. “Parece que Lula não está sabendo muito bem o que está acontecendo. Essa velha história de repartir o país entre coxinhas e mortadelas. O PT foi varrido em várias cidades, perdeu eleições no Brasil interior. É uma repulsa generalizada. Lula não está percebendo isso.”

E... Se não for Jaques Wagner, se não for Fernando Haddad, já se fala em Celso Amorim candidato do PT. (Folha)

Por: Meio