08 março 2018

Bolsonaro, Maia, Ciro, Boulos, Joaquim... A dança começa



Com a janela de filiações partidárias abertas aos parlamentares, começou também a dança das pré-candidaturas. Hoje, o DEM lançará Rodrigo Maia. Ele sai tentando se posicionar na centro-direita. “Há um caminho que rejeita a polarização entre PT e PSDB”, disse em entrevista à Folha. “A rejeição ao PSDB, e o Alckmin é vítima disso, inviabiliza sua vitória.” Chamou a emenda da reeleição de câncer e parte do princípio que Temer é candidato. “É um direito legítimo dele”, diz. “O governo tinha o projeto de fazer a transição, se mudou esse projeto, é um direito que tem.”

Enquanto isso... Um boneco inflável do deputado Jair Bolsonaro batendo continência, alguns metros de altura, apareceu, ontem, no gramado em frente ao Congresso Nacional. Era o PSL celebrando o momento em que o pré-candidato à presidência se filiava à legenda. “Temos em torno de 170 estatais no Brasil”, disse a seus novos companheiros de partido. “Um terço pode, na primeira semana, não é ser privatizada. É ser extinta.” O público gritava ‘mito’ e ‘messias’, alusão a seu sobrenome. Posicionou-se a favor de repensar a política de armas. “As ditaduras apenas se concretizam depois de um programa de desarmamento, como foi feito no governo FHC até o governo Lula.” Entrou na questão do casamento gay. “Está na Constituição o casamento entre homem e mulher. Se duas mulheres resolvem morar junto, que sejam felizes, mas casamento está na Constituição.” Discurso, por vezes, agressivo. “Só tem uma maneira de nossa bandeira ficar vermelha. Com meu sangue.”

Não apenas centro-direita e direita se mexem. Tentando encontrar um lugar entre esquerda e centro-esquerda, Ciro Gomes foi entrevistado pelo Poder360. “Todo e qualquer campo de petróleo que foi vendido a partir do golpe será expropriado com as devidas indenizações”, afirmou. Propõe modernização das leis trabalhistas. “No caso da terceirização, não voltaremos à regra anterior.” Defende, também, uma reforma da previdência e propõe que as regras variem de acordo com a região.

Mas nem tudo é simples... No PSOL, com a filiação do líder do MTST Guilherme Boulos mirando a disputa pelo Planalto, implantou-se o caos. Ontem à noite, no Rio, ele se juntou a Plínio Sampaio Jr, Nildo Ouriques e Hamilton de Assis num debate pela disputa da candidatura. A oposição interna usa o slogan ‘Lula, tire as mãos do PSOL’. Sugere que, com a bênção do ex-presidente, Boulos é um candidato que favorece a articulação pró-PT.

E Joaquim Barbosa se queixa. O ex-ministro do Supremo é pressionado pelo PSB a se filiar. Mas não lhe garante a candidatura, caso se junte à sigla. Ele não quer o desgaste da disputa interna.

Por: Meio