21 fevereiro 2018

Intervenção busca dinheiro para substituir corruptos



O Senado aprovou, como era esperado, a intervenção federal no Rio de Janeiro. E, segundo Tales Faria, seu sucesso dependerá de dinheiro. De saída, já estavam separados R$ 100 milhões do Orçamento da União para as antigas operações do Exército. Pode ser pouco. Os planos do general Walter Braga Netto, interventor, são de expurgo nas polícias do Rio. E começará pelas corregedorias. Os afastamentos de corruptos serão feitos paulatinamente, mas em larga escala.

Veja: como votou cada partido.

Pois é... A verba de segurança do Rio foi cortada, por conta da crise econômica do estado, em R$ 1,4 bilhão em 2017. Mas pode estar aparecendo uma saída. Os royalties do petróleo estão crescendo e devem entrar R$ 13,8 bilhões nos cofres de estado e municípios fluminenses. É 25% mais do que no ano passado. (Globo)

Reuniram-se o presidente do TJ-RJ, Milton Fernandes, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o da Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen. Quando saíram, já havia uma conclusão, segundo Lauro Jardim. Não dá para conceder mandados coletivos de busca e apreensão. Policiais não poderão entrar de casa em casa nas operações. (Globo)

Diga-se... A ex-presidente Dilma Rousseff havia criticado pesadamente os mandados coletivos. “Uma nova violência contra o quadro institucional do país”, fez escrever no Twitter. Porém, como lembra Idelber Avelar, a própria Dilma solicitou o mesmo tipo de mandado — e conseguiu —, em 2014.

Por: Meio