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Em meio a rebelião, general quer expurgar corruptos da polícia



Estourou ontem à noite uma rebelião na Penitenciária Milton Dias Moreira, na Baixada Fluminense. Lá, vivem 2.051 presos. Cerca de 18 agentes penitenciários foram feitos reféns dos detentos e libertados, ao longo da madrugada. Quando amanheceu, a situação já estava sob controle. Foi, porém, um dia longo e tenso. Na tarde de domingo houve tentativa de fuga. E, desde sexta, todas as 54 prisões do Rio foram postas em alerta. O secretário de Administração Penitenciária do estado chegou a afirmar que tinha tomado medidas para impedir instabilidades. Entre elas, aumentar a frequência de varreduras nas celas. E foi o enrijecimento da segurança que, segundo apurou O Globo, acirrou os ânimos. De Brasília, o ministro da Justiça Torquato Jardim afirmou que o governo já previa que rebeliões fariam parte da reação. São, ele diz, um teste para compreender o que muda com a intervenção.

Pois, conforme começa a atuar no papel de interventor, o general Walter Braga Netto vai encarar a parte mais difícil — e prioritária — de sua missão. A limpeza nas polícias Militar e Civil. Ele cobra, do Planalto, e por escrito, autorização para mexer na estrutura das instituições. (Globo)

E... Segundo Gerson Camarotti, o Exército já tem inteligência a respeito da corrupção policial.

Entrevistado pelo Painel, da GloboNews, o general Augusto Heleno, primeiro comandante das tropas brasileiras no Haiti, foi duro. “A gente pode dizer que o policial do Rio de Janeiro é covarde? Eles são extremamente corajosos. Subir morro, debaixo de tiro? Tem de ter muita disposição. Fazem isso diariamente. Mas e essa história de a polícia ser corrupta? Num país onde a classe política derrete sob corrupção, começando pelo presidente da República, você acha que é fácil convencer o homem que está ali na ponta da linha, sendo mal pago, com péssimas condições de trabalho, mal armado, mal equipado, a não ceder a determinadas tentações?”

Elio Gaspari: “A ideia da intervenção na Segurança do Rio veio tarde e é curta. O governador Luiz Fernando Pezão precisa ir embora. Não tem saúde, passado, nem futuro para permanecer no cargo num estado falido, capturado por uma organização criminosa cujos chefes estão na cadeia. Sérgio Cabral (patrono de Pezão) e Jorge Picciani (‘capo’ do PMDB) não estão na cadeia pelo que fizeram na Segurança. Ambos comandaram a máquina corrupta que arruinou as finanças, o sistema de ensino e a saúde pública do estado. A corrupção e a inépcia policial são apenas o pior aspecto da ruína. Colocar um general como interventor no aparelho de Segurança, sem mexer no dragão das roubalheiras administrativas, tem tudo para ser um exercício de enxugamento de gelo. Ou algo pior: o prosseguimento de uma rotina na qual as forças policiais invadem bairros pobres e proclamam vitória matando ‘suspeitos’. A intervenção proposta por Temer coloca Pezão e seus amigos no mundo de seus sonhos. Num passe de mágica, o problema do Rio sai do Palácio Guanabara (onde mora há décadas) e vai para o colo de um general. Esse semi-interventor assumiria com poderes para combater o crime organizado. O Planalto deve burilar sua retórica, esclarecendo que não se considera crime organizado aquilo que o juiz Marcelo Bretas vem mostrando ao país.” (Globo ou Folha)

Jair Bolsonaro não gosta do que ocorre no Rio. “Defendemos a intervenção, mas não dessa forma, feita nos porões do Palácio, longe dos integrantes das Forças Armadas.” Marina Silva escolheu o muro do Twitter. “Espero que o decreto de intervenção de Temer tenha sido precedido do mais responsável planejamento.” Por sua vez, Ciro Gomes foi um pouco mais claro a respeito do que pensa. “Torço que possa dar certo, mas duvido muito.” Geraldo Alckmin considerou a medida “extrema”, “necessária”, e que “tem de ser transitória”.

Um trio de ativistas faz circular um vídeo com orientações de segurança para jovens negros. Como agir perante um policial ou soldado.

Fonte de informação: Meio

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