30 janeiro 2018

STF sugere a PT que baixe o tom



O PT recebeu do STF um recado, informa Mônica Bergamo, na Folha. Que baixe o tom dos ataques contra o Judiciário. Se há uma chance de a corte livrar o ex-presidente da prisão, o volume de críticas será levado em conta. A presidente Cármen Lúcia, em jantar organizado pelo Poder360 ontem à noite, foi mais direta. Não crê em reversão da prisão para condenados em segunda instância neste momento. “Não sei porque um caso específico geraria uma pauta diferente”, disse a respeito de Lula. “Seria apequenar o Supremo”, concluiu, deixando claro que não conversou com qualquer ministro.

E justamente o Supremo recebeu uma dura crítica de Conrado Hübner Mendes, professor de direito constitucional da USP. Delcídio Amaral e Eduardo Cunha, embora parlamentares, foram tratados com rigor pelo STF. Renan Calheiros e Aécio Neves, não. Dilma não pôde tornar Lula ministro para conceder-lhe foro privilegiado. Temer fez o mesmo com Moreira Franco — e nada ocorreu. Pautas importantes para o país têm maioria na corte, mas um só ministro pode pedir vistas, bloqueá-la, e desrespeitar o prazo de devolução. Nada é feito. A lei proíbe que juízes se manifestem sobre os casos que julgam. Os ministros do Supremo o fazem toda hora. A corte máxima é inconsistente. (Folha)

Aliás... Lula pode fazer greve de fome, se for preso. (Folha)

Pois é. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio, é casado com uma também juíza. E ambos ganham auxílio-moradia. A decisão do STF que concedia o benefício a todos os magistrados declarava que casais não deviam receber duas vezes. Bretas foi à Justiça reclamar. Venceu. “Tenho esse ‘estranho’ hábito”, escreveuno Twitter. “Sempre que penso ter direito a algo, vou à Justiça e peço.” (Folha)

Por: Meio