08 janeiro 2018

Patrimônio de Bolsonaro sob suspeita



Segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos para o Planalto, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) viu o próprio patrimônio e de três de seus filhos, também políticos, se multiplicar. Segundo reportagem da Folha, eles são donos de 13 imóveis em áreas nobres do Rio, avaliados pelo mercado em R$ 15 milhões. Já no registro de imóveis, os valores chamam a atenção por serem abaixo da avaliação da prefeitura. A antiga proprietária da casa onde Bolsonaro vive vendeu o bem por R$ 180 mil reais a menos do que ela própria havia pagado meses antes.

Mas Bolsonaro não foi notícia só por seus bens. Na sexta-feira, ele anunciou que pretende levar sua candidatura para o PSL, rompendo acordo semelhante feito em novembro com o Patriotas. O motivo seria o controle das verbas partidárias, que lhe fora negado pelo Patriotas. O acordo pegou de surpresa o Livres, um movimento liberal que vinha (ou achava vir) assumindo o controle do PSL. Na própria sexta-feira, o grupo anunciou o rompimento com a legenda. Sobrou até para dissidentes tucanos, que pretendiam migrar para o partido com o Livres e agora se viram sem opção.

Quem também se movimenta é Marina Silva. Ela ofereceu sua Rede para candidatos da Frente Favela Brasil (FFB), que ainda depende de registro no TSE e é cobiçada por siglas como PSOL e PCdoB. Pelos termos do acordo, os eventuais eleitos poderiam depois migrar para o novo partido. (Folha)

Enquanto isso, Geraldo Alckmin segue tentando empolgar os próprios correligionários. Diz Ricardo Noblat que mesmo quem já declarou apoio reclama da falta de carisma do governador paulista e do risco de ele ser afetado por denúncias envolvendo empreiteiras no estado. A seu favor, dizem, está apenas a falta de um nome mais forte no centro. Luciano Huck, que ainda é o candidato dos sonhos do PPS, negou mais uma vez que vá concorrer este ano. Entrevistado no Domingão do Faustão, ele disse que sua prioridade é motivar as pessoas para que renovem a política.

Marcado para o próximo dia 24, o julgamento do ex-presidente Lula, líder nas pesquisas, passou à frente de outras sete ações da Lava Jato que tramitam no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. O presidente do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, diz que a ordem cronológica não é obrigatória. (Folha)

Fonte: Meio