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Em Porto Alegre, vem aí o julgamento do ano



Será amanhã o julgamento que definirá as eleições de 2018. É quando três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4 avaliarão a sentença do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e seis meses por receber como propina da OAS um tríplex no Guarujá, balneário paulista. Uma derrota por 3 a 0 ou 2 a 1 faz diferença: mesmo condenado, se a decisão não for unânime, há mais possibilidades de recursos. Ao fim da decisão de segunda instância, segundo a Lei da Ficha Limpa, estaria inelegível. Mas não é tão simples: uma liminar concedida pelo TSE pode ser o suficiente para mantê-lo concorrendo por um tempo. (Estadão)

O caso, o julgamento, explicados em gráficos. (Globo)

O resultado final dependerá não só da sentença do TRF-4 — se confirma a condenação, se unânime, quão incisiva, se a pena foi aumentada ou diminuída. Dependerá, também, da capacidade de mobilização do PT. Quanta gente irá às ruas? Militantes pró-Lula já acampam em Porto Alegre desde o domingo e o próprio ex-presidente deve ir. Mas grupos como o Vem Pra Rua também organizam passeatas contra. Ocorrerão em todo o país. A preocupação das autoridades é fazer com que não se encontrem. Na capital gaúcha, o entorno do tribunal será bloqueado já a partir de hoje à tarde. Haverá barcos da Marinha nas margens do Guaíba, aeronaves vigiarão o espaço aéreo e snipers ocuparão o topo de prédios. (Estadão)

As manifestações pró-Lula contarão com dois mil militantes que vestirão braçadeiras ‘segurança voluntária’, segundo a Piauí. O objetivo é encontrar infiltrados e impedir violência.

Hélio Schwartsman: “O PT e simpatizantes insistem em que Lula foi condenado sem provas. O que mais há no processo são provas, juntadas tanto pela acusação como pela defesa. O que provavelmente estão querendo dizer é que o conjunto probatório não é convincente. As provas precisam ser interpretadas. E quem deve interpretá-las? Nas democracias, é a figura do juiz natural que determina se é suficiente para condenar o réu. De minha parte, acho que os procuradores conseguiram mostrar bem que o apartamento foi preparado para Lula, com o seu conhecimento. Nos bons tempos do PT, isso já bastaria para expulsão sumária da legenda por desvio ético. Os procuradores foram bem menos felizes em apontar o ato de ofício que Lula teria exercido para beneficiar a empreiteira. Isso basta para condená-lo? Como prefiro leituras mais garantistas, hesitaria em fazê-lo, mas não creio que a decisão tomada por Moro se afaste do espaço da legítima interpretação.” (Folha)

Por: Meio

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