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Com Previdência por um fio, Temer se queixa de sua imagem



“De repente, chego à presidência e sou vítima de uma avalanche que me transforma como se fosse um sujeito corrupto.” A frase está no meio da entrevista concedida por Michel Temer a Gustavo Uribe e Marcos Augusto Gonçalves, da Folha. O presidente iniciou uma campanha pela reforma da Previdência e por sua imagem — em geral, com entrevistadores seguros — Amaury Júnior, Silvio Santos, Ratinho. A dupla do jornal paulistano é exceção. Ele se queixa da própria imagem. “Permite a você fazer essas perguntas, como se eu fosse um sujeito capaz das maiores barbaridades. Neste ano, vou me dedicar, entre outras reformas, à minha recuperação moral.” As entrevistas à TV ainda não têm data para ir ao ar.

Temer ainda tem esperança de conseguir aprovar a reforma da Previdência em fevereiro. É para quando guarda seu arsenal de entrevistas amigáveis. Pretende gastar, ainda, mais R$ 50 milhões em publicidade no arranque final. Se não der certo, o cenário mais provável, tentará votar uma última vez. Em novembro, após o risco do desgaste para os deputados ter passado. (Folha)

Elio Gaspari: “Desde o dia em que Michel Temer entrou no Planalto seu governo preserva em relação à faxina da Lava Jato uma relação de neutralidade-contra. O Planalto sabia o que estava fazendo quando se recusou a atender ao pedido do Ministério Público para afastar quatro diretores da Caixa Econômica. Teve que recuar, anunciou um afastamento por 15 dias, recuou de novo e cedeu. A Caixa Econômica está para o governo de Temer e para o MDB, assim como a Petrobras esteve para os de Dilma e Lula.” (Globo e Folha)

Fonte: Meio

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