06 dezembro 2017

Reforma da Previdência caminha, aos trancos e barrancos



Ao menos um dos partidos grandes, o PMDB, vai fechar questão na votação do projeto de reforma da Previdência. Quatro pequenos — PTB, PP, PSD e PRB — que ensaiam punir os parlamentares que não apoiarem o projeto, vinham cobrando postura similar do partido de Temer, assim como do DEM de Rodrigo Maia. Até segunda-feira, metade da bancada de 66 pemedebistas se punha contra. Segundo Lauro Jardim, o jogo virou. (Globo)

O PSD ainda não fechou questão. E, em enquete da Folha na semana passada, 16 dos 38 deputados afirmaram que votarão contra. Só 5 disseram ser a favor. Trata-se do partido ao qual o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é filiado. E o senador tucano Tasso Jereissati cobra publicamente mais firmeza do ministro. (Folha)

A cobrança de Tasso vale pouco. Os caciques tucanos estão, igualmente, com dificuldade de convencer sua bancada. O governador paulista e candidato à presidência Geraldo Alckmin foi pessoalmente a Brasília cobrar uma postura pela pauta, defendida pelo PSDB há décadas. Saiu sem resultado definitivo. “Acho que não há unanimidade em nenhum partido, mas há espaço para convencimento”, disse tentando escapar. “Vou procurar ajudar.” (Estadão)

Aliás... Agora de manhã, o presidente Temer oferece um café ao presidente da Câmara Rodrigo Maia, ministros e líderes governistas. Hora de refazer as contas novamente.

Segundo Darcísio Perondi, vice-líder do PMDB, o Planalto conta com 252 votos a favor. Precisa de 308. (Estadão)

Enquanto isso... Um grupo de sindicalistas fechou, ontem, a Avenida Paulista na altura do MASP. O movimento, organizado pela CUT, era contra a Reforma da Previdência. A concentração, no fim da tarde, não durou muito. (Estadão)

Por: Meio