15 dezembro 2017

PCDF faz megaoperação contra roubo de cargas e prende 12 criminosos; criminosos agiam nas proximidades de Roda Velha, em São Desidério/BA e Rosário, em Correntina/BA


A ação mobilizou 150 policiais e resultou em 12 prisões e a apreensão de seis caminhões, além de armas e aparelhos bloqueadores de sinal


A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou megaoperação para desarticular uma organização criminosa acusada de roubos de cargas e veículos de grande porte. A quadrilha costumava agir com violência e armamentos pesados nas seguintes unidades da Federação: Distrito Federal, Goiás, Bahia e São Paulo.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV). Batizada de Alto Luxo, a operação ocorreu na quarta-feira (14/12), mas os detalhes foram divulgados nesta sexta (15). Mobilizou 150 policiais e resultou em 12 prisões e na apreensão de seis caminhões, além de armas e aparelhos bloqueadores de sinal.

Foram expedidos 13 mandados de prisão preventiva — apenas um não foi cumprido — e 15 de busca e apreensão nas regiões de São Sebastião, Sobradinho, Planaltina, Formosa (GO), Novo Gama (GO), Alvorada do Norte (GO), Ibotirama (BA) e Indaiatuba (SP).
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O alvo principal dos criminosos era a BR-020, mais precisamente nas proximidades de Roda Velha, no município de São Desidério (BA) e Rosário, em Correntina (BA). Segundo os investigadores, os acusados rendiam os motoristas dos caminhões e os levavam para um carro que acompanhava a quadrilha. A partir daí, um dos assaltantes assumia a direção do veículo roubado e seguia para uma chácara na DF-105, em Planaltina (DF).

Caminhão recuperado pela PCDF

policiais apreenderam seis veículos de grande porte


Bloqueadores de sinal foram apreendidos

Armas foram apreendidas

Durante os assaltos, as vítimas eram ameaçadas com arma de fogo

As vítimas permaneciam em uma região isolada e com muito mato. Sempre acompanhadas de um dos bandidos. Elas só eram liberadas após a ocultação do veículo e das cargas transportadas.

A Polícia Civil apurou que o grupo vendia as mercadorias por um valor abaixo daquele declarado nas notas fiscais. Os compradores, geralmente, eram comparsas que já faziam parte do esquema como comerciantes ou intermediários responsáveis por negociar a carga roubada com empresários do Distrito Federal e de Goiás.

Durante as investigações, os policiais constataram que os criminosos roubaram cargas de bebidas alcoólicas, de caixas de leite e de alho. Eles adulteravam os veículos roubados ou os encaminhavam para desmanche. Posteriormente, as peças eram vendidas.

De acordo com a DRFV, os suspeitos possuíam diversos caminhões adulterados, que estavam em nome de alguns deles ou de pessoas próximas. E fraudavam também os cadastros dos veículos, para não serem pegos pela fiscalização nacional nem local.

Exército

Um dos esquemas para falcatrua no cadastro se dava com caminhões da mesma marca e modelo de automóveis da frota do Exército Brasileiro, que não possuem placas vinculadas à base nacional, somente o registro do chassi.

A fraude consistia em regravar o Número de Identificação do Veículo (NIV) dos veículos do Exército em outro roubado ou furtado. A partir daí, eles eram transferidos e cadastrados no nome dos próprios criminosos ou de pessoas próximas a eles. Depois, circulavam livremente sem quaisquer restrições. Realizavam, inclusive, o transporte de cargas roubadas pelo bando.

No decorrer da investigação, os policiais verificaram que os veículos adulterados também faziam fretes regulares de cargas.

Em um dos casos, um caminhão que transportava carga de leite e derivados foi roubado pelos próprios integrantes do grupo, com o mesmo modo de execução e sem a ciência do motorista, que permaneceu em poder dos assaltantes até o veículo com os produtos chegar ao destino com segurança.

Quando o motorista registrou ocorrência em uma delegacia de polícia do estado da Bahia, local do crime, foi simulada a localização do caminhão roubado pelos participantes do esquema. A carga tinha sido vendida para criminosos e já havia sido negociada mesmo antes do roubo ocorrer.

Os investigados responderão por organização criminosa; roubo circunstanciado; receptação; adulteração de sinal identificador de veículo automotor; posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e permitido.

Chegada de um dos presos Sandro Elias Ferreira, conhecido como”Tatu”, no Aeroporto JK:

Fonte: Metropoles