12 dezembro 2017

Partidos começam escolha de candidatos à presidência



Não bastasse a crise insuperável com Aécio Neves, o prefeito manauara Arthur Virgílio pode ser o próximo a atrapalhar os planos do governador Geraldo Alckmin de declarar-se candidato presidencial tucano sem atritos. Segundo Igor Gielow, na Folha, Virgílio pede eleições prévias dentro do partido. Garante que Alckmin assumiu este compromisso na sexta-feira e, discretamente, calou-se a respeito no fim de semana. A trilha de Alckmin não será simples, de acordo com Raymundo Costa, do Valor. Primeiro precisará pacificar o partido em casa — São Paulo. E isso só ocorrerá se conseguir fazer com que José Serra e João Doria não entrem em conflito pela disputa ao governo do estado. Daí precisará buscar um vice. Uma possibilidade é escolher um mineiro, o segundo maior colégio eleitoral. Mas os tucanos têm um problema no nordeste. ACM Neto, prefeito de Salvador, do DEM, é uma possibilidade.

Esta semana, aliás, é uma na qual todas as legendas estão tentando se organizar para já definir candidatos o mais rápido possível. E Lula concentra o esforço de sedução no ex-governador baiano Jaques Wagner. Ele seria sua alternativa caso não possa disputar a eleição. Mas resiste ao apelo de Lula, conta Lauro Jardim. Wagner acredita que tem mais chances na Câmara ou Senado. (Globo)

Enquanto isso... Parlamentares do PSB tiraram a segunda para botar pressão no ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa. Querem que ele se defina logo a respeito de ser candidato à presidência ou não.

E... A convenção do PPS não nomeou Cristovam Buarque seu candidato. Mas está com cara de que vai fazê-lo em princípios do ano que vem.

Aliás: um ponto que ninguém pode ignorar. Temer pode ser reprovado por 71% da população, segundo o Datafolha. Mas o candidato apoiado por seu partido deverá ter até 40% do tempo de propaganda eleitoral. (Folha)

Por: Meio