14 dezembro 2017

Governo joga toalha na Previdência e aprova Orçamento



O presidente Michel Temer deu entrada, ontem, no Hospital Sírio Libanês de São Paulo. Foi de presto submetido a uma pequena cirurgia para remediar o estreitamento do canal da uretra que vinha lhe atormentando já faz um tempo. Segundo os médicos, terá alta amanhã. É só um dos sinais de que Brasília jogou a toalha. 2017, o ano dos muitos sustos e violentos sobressaltos na capital federal, começa, enfim, a terminar. Afinal, durante esta madrugada, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União de 2018. O texto incorpora a previsão de que o PIB crescerá 2,5%, puxa o salário mínimo para R$ 965 e, fechada toda a conta, soma R$ 3,5 trilhões entre receitas e despesas. O Fundo Eleitoral, que na última hora um grupo de parlamentares tentou engordar, terminou fixado em R$ 1,7 bilhão. Aprovado o Orçamento, na real, deputados federais e senadores não têm muito mais o que fazer. Poderiam, até, partir para as férias. E, assim, pressão para aprovar reforma da Previdência — esta não há mais. Pois é: o governo deixou para depois. (Globo)

Segundo Sonia Racy, não foi a busca desesperada pelo voto de 308 deputados que postergou a reforma da Previdência. Foi a briga entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício de Oliveira. À Agência Estado, ainda ontem, o líder do governo no Senado, Romero Jucá, comunicou que o texto vai à Câmara só em fevereiro. Falou sem ter combinado com ninguém. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles resmungou — “ele expressou a sua opinião” —, enquanto o Planalto afirmou ainda que Jucá não é porta-voz de nada. “O tema está sendo conduzido pelo presidente da República”, esclareceu em nota. Presidente que passava por uma cirurgia e terá alguns dias de convalescença. Ao menos a Bolsa leu os fatos e achou por bem acreditar em Jucá. Caiu 1% no final do pregão. (Estadão)

Por: Meio