27 novembro 2017

Luciano Huck não é candidato



Em artigo que publica hoje na Folha, Luciano Huck pula fora da corrida presidencial.

Luciano Huck: “Minha geração está trabalhando e inovando com vigor em muitas frentes. Há milhares de notáveis empreendedores, profissionais liberais, atletas, executivos, artistas, intelectuais, pensadores e por aí vai. Mas pela política, ela tem feito pouco. O momento de total frustração com a classe política e com as opções que se apresentam no panorama sucessório levou o meu nome a um lugar central na discussão sobre a cadeira mais importante na condução do país. É claro que isso me trouxe a sensação boa de que uma parte razoável da população entende o que sou e faço como algo positivo. Evidente também que junto vieram uma pressão muito pesada e questionamentos de todos os tipos. Com a mesma certeza de que neste momento não vou pleitear espaço nesta eleição para a Presidência da República, quero registrar que vou continuar, modesta e firmemente, tentando contribuir de maneira ativa para melhorar o país. A hora é de trabalhar por soluções coletivas inteligentes e inovadoras para o país, e não de focar o próprio umbigo ou de alimentar polêmicas pueris e gritas sem sentido. Contem comigo. Mas não como candidato a presidente.” (Folha)

José Roberto de Toledo: “No meio da semana passada, o PPS forçou a barra para Luciano Huck declarar-se. Contrariada com a ideia de ter um ‘candidato da Globo’, a contratante do apresentador nem precisou se mexer. A imobilidade bastou para Angélica perceber que seu novo programa semanal se encaminhava para o telhado. Usou seu poder de veto. O marido desistiu. É a terceira tentativa de conceber um candidato ‘outsider’ que não vinga. A primeira foi do juiz Moro, que não se deixou emprenhar pelo ouvido. Depois, a do prefeito Doria, que foi ansioso demais e levou tábua do partido. Agora, a de Huck. O apresentador não conseguiu seduzir os únicos eleitores que realmente importavam: o patrão e a família.” (Estadão)

Vera Magalhães: “Diante da percepção de que as eleições terão como principal vetor o desejo de mudança, todo mundo resolveu apostar em se vender como o novo. O caso mais bizarro é a onda de retrofit partidário. Quem vai comprar nas urnas a conversa mole de que Podemos, Patriota e Avante são, além de palavras com um viés cafona-motivacional, partidos com alguma nitidez programática? Os únicos casos mais ‘orgânicos’ são o Novo e a Rede. E a autenticidade, na política brasileira, muitas vezes acaba se confundindo com ingenuidade. PSDB, PMDB e PT, os principais atingidos por esse tsunami, chegam às vésperas da sucessão perdidos e sem estratégia. O PT abdicou de tentar alguma refundação e hipotecou seu destino ao de Lula, que hoje é mais preocupado com a Justiça que com a política. Os tucanos deixaram Alckmin na pior situação: o partido integrou o governo impopular de Michel Temer durante a tempestade das denúncias, começou a sair pela porta dos fundos e agora nem o discurso de que apoiará as reformas consegue sustentar. Até aqui 2018 é um jogo de cabra-cega. A diferença é que todos — eleitores e candidatos — parecem estar vendados.” (Estadão)

Enquanto isso... Marina Silva deve se lançar candidata no final de semana que vem. (Globo)

Quem falta na lista é Joaquim Barbosa. Já disse que não topa a vice, só o comando da chapa. Caso se filie ao PSB em janeiro é porque já tomou a decisão.

Fonte: Meio