31 outubro 2017

Testando Luciano Huck



O Ibope já havia incluído em sua pesquisa para presidência o nome do apresentador Luciano Huck, e o mostrava no mesmo patamar dos candidatos tucanos. Agora foi a vez do DataPoder360. O site não avaliou Huck na corrida eleitoral, mas tentou medir seu potencial de votos: 40% dos eleitores dizem que poderiam votar no apresentador de TV, se as eleições fossem hoje. Mas ele tem uma taxa de rejeição alta: 43%. Como avalia Ricardo Miranda, nos Divergentes, há um novo balão de ensaio no ar, e outro candidato independente sendo testado.

Aliás... O ministro da Fazenda Henrique Meirelles acenou com a possibilidade de ser candidato à vice-presidência. E, nos corredores, não falta quem imagine a chapa Huck-Meirelles. (Estadão)

O DataPoder360 põe Lula e Bolsonaro próximos de um empate, 28% a 25%, num pleito com Geraldo Alckmin concorrendo pelo PSDB. (Na pesquisa do Ibope, o ex-presidente mantinha-se descolado na frente.) Num cenário sem Lula, Bolsonaro teria entre 23% e 24%, com Ciro, Alckmin e Marina embolados em segundo. O site avaliou também a taxa de rejeição de alguns nomes. Bolsonaro, que estava na casa dos 53% em setembro, caiu para 42% em outubro.

Lula: “Estou perdoando os golpistas que fizeram essa desgraça no país. Se o PT não tiver alternativa, se a esquerda não tiver alternativa, eu posso voltar a ser candidato.” (Folha)

Para Alon Feuerwerker, da FSB, a presidente Dilma Rousseff perdeu o cargo por enfrentar uma aliança composta de três grupos distintos. O capitalismo local — empresários e mercado financeiro; o neotenentismo togado — procuradores e juízes ligados à Lava Jato; e o establishment político. Seguindo seu raciocínio, a eleição de 2018 depende destes três grupos. Para o PT, um partido de táticas, não de estratégias, manter os adversários sob fogo cerrado do neotenentismo é o melhor caminho. Do outro lado, busca-se um candidato que não tenha sido tocado pela Lava Jato e que, de preferência, tenha boa relação com os políticos tradicionais. É deste flanco que Geraldo Alckmin aparece e é uma dificuldade para candidaturas novas, como a de Huck. Enquanto isso, o establishment político se prepara para atacar os neotenentistas. Na leitura de Alon, as vitórias nos casos Temer e Aécio e a popularidade de Lula indicam que há espaço para enfrentar a Lava Jato apesar da impopularidade.

Aliás... A avaliação é do presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati. Seu companheiro de Minas, o também senador Aécio Neves, conseguiu comprometer as imagens do partido, do Senado e do Supremo numa só tacada.

Fonte: Meio