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Temer salta mais um obstáculo com facilidade



Por 39 votos a 26, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara votou para derrubar a denúncia contra Michel Temer. O Planalto esperava 42 votos. Os partidos da base de apoio deram ao governo 84% dos seus votos — 5 deputados do PSDB, um do DEM e um do Solidariedade se puseram contra. Falta ainda o plenário, onde é necessário que 342 votos, ou dois terços do colegiado, ignorem a recomendação da CCJ. Dificilmente ocorrerá. A decisão final deve sair na próxima quarta-feira.

Vera Magalhães: “O PMDB de Michel Temer que salvava Aécio Neves. E o PSDB, de Aécio, salvava Temer? A primeira parte da versão Lava Jato daQuadrilha, de Carlos Drummond de Andrade, se confirmou. Mas a segunda ainda é uma incógnita. No PSDB, os caminhos são tortuosos. Aécio já não tem quase nenhuma influência sobre os deputados para cobrar alguma retribuição. Por isso, Temer age perante os novos caciques influentes. Jantou ontem com João Doria Jr. no Jaburu, e conta com uma boa vontade maior do segmento alckmista da bancada.” (Estadão)

Aliás... Ainda segundo Vera Magalhães, os aliados de Aécio no Senado espalharam que o tucano mineiro não pretendia cair sozinho. Os senadores entenderam o recado.

Pedro Dias Leite, editor de Política do Globo: “A última semana foi a pior para a Lava Jato desde que a operação foi deflagrada, há mais de três anos e meio. A reação dos políticos, ensaiada fazia muito tempo e anunciada desde que Romero Jucá clamava por estancar a sangria, por fim se concretizou. Essa contraofensiva só foi possível porque o Supremo Tribunal Federal deu ao Congresso o impulso de coragem que faltava até agora. O movimento é amplo e pluripartidário: salvou Aécio, salvará Temer. Se Lula estivesse nas mãos de seus pares, e não nas de Sergio Moro, poderia dormir tranquilo na cobertura de São Bernardo.”

Míriam Leitão: “Quanto custa ao país manter o presidente Michel Temer no cargo? A conta está ficando imensa pela soma da paralisia decisória em questões-chave, o abandono das reformas econômicas, os gastos aprovados, e as medidas que o governo têm adotado para fazer a vontade dos grupos de interesse e assim vencer uma a uma as denúncias que pesam contra ele. Os avanços econômicos que o governo Temer conseguiu estão sendo desmanchados pela crise política que ele mesmo criou. Neste momento em que a segunda denúncia está tramitando na Câmara, as decisões necessárias para o ajuste fiscal, para a revisão da meta do Orçamento, estão paradas em grande parte na Casa Civil. O temor é o de que qualquer medida desagrade a algum possível apoiador do presidente.” (Globo)

Fonte: Meio

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