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STF e Senado à beira do embate



A decisão da Primeira Turma do Supremo de afastar o senador Aécio Neves de seu mandato abriu uma crise que pode se tornar séria. A divisão começa dentro do próprio STF. “As matérias controvertidas devem vir para o plenário”, defendeu Gilmar Mendes, que pertence à outra turma. Quer a chance de derrubar a decisão. “A Constituição só permite a prisão de parlamentar em flagrante”, respondeu Luís Roberto Barroso, um dos que votaram contra o tucano. “O Supremo não decretou a prisão, o que fez foi restabelecer as medidas cautelares que já haviam sido fixadas pelo ministro Edson Fachin”, completou. A primeira reação de Fachin, quando veio à tona a gravação de Aécio pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, foi justamente a de afastá-lo. (Folha)

A reação dos políticos não se deu pelo corte partidário. “Por seu comportamento hipócrita, por seu falso moralismo, Aécio merece e recebe o desprezo do povo brasileiro”, afirmou em nota o PT. Ensaiou ir contra, foi só ensaio. “Mas a resposta da Primeira Turma do STF a este anseio de Justiça foi uma condenação esdrúxula, sem previsão constitucional, que não pode ser aceita pelo Senado Federal.” O argumento que suspende o mandato de Aécio, hoje, pode atingir ao PT, amanhã.

Já o tucanato rachou. “Tenho dó dele”, afirmou Pedro Tobias, presidente do partido paulista. “Mas chegou a hora de Aécio sair.” O ministro Aloysio Nunes Ferreira, por outro lado, foi ao Twitter reclamar do Supremo. “O ministro Fux permitiu-se zombar do senador Aécio.” (Estadão)

Há um plano em discussão no Senado para derrubar a decisão do STF contra Aécio e, depois, puni-lo no Conselho de Ética. Não está clara, ainda, qual seria a natureza da punição. (Estadão)

Enquanto isso... O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco deixou o PSDB e se filiou ao Novo, informa Vera Magalhães. (Estadão)

Fonte: Meio

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