12 setembro 2017

Rodrigo Janot acelera em sua última semana



Rodrigo Janot entra em sua última semana com a agenda cheia. Na segunda-feira, Raquel Dodge tomará posse como a nova procuradora-geral da República. Até lá, Janot pretende revisar ou mesmo rescindir o acordo de delação premiada dos executivos da JBS. Por enquanto, Joesley Batista e Ricardo Saud estão em prisão temporária, que vence na sexta e pode ser estendida por mais cinco dias. Se considerar necessário, Janot pedirá a Fachin que converta para prisão preventiva. Ainda na quinta-feira, o procurador pode apresentar nova denúncia contra o presidente Michel Temer. E há chances, ainda, de um último acordo de delação premiada em sua gestão. (Globo)

Antes disso, o Supremo avaliará se afasta Janot dos casos envolvendo Temer, como pediu a defesa do presidente. Não deve acontecer — seria dar munição interna a Gilmar Mendes e o mandato do procurador está terminando. Mas Janot ouvirá críticas fortes a seu trabalho. (Folha)

Se Janot não tocar nos benefícios do acordo que a JBS conseguiu, Raquel Dodge será rigorosa.

A Procuradoria-Geral da República tem em mãos emails que mostram o ex-procurador Marcello Miller atuando para o grupo J&F, comandado por Joesley, quando ainda trabalhava para o Ministério Público. Segundo Rodrigo Janot, Miller “teria ajudado a filtrar informações, escamotear fatos e provas e ajustar depoimentos e declarações em benefício de terceiros que poderiam estar inseridos no grupo criminoso”. (Folha)

Saud e Batista têm muitas outras gravações que ainda não entregaram à Justiça. Uma delas envolve o ex-ministro José Eduardo Cardozo. De acordo com os delatores, não há nenhum crime registrado no áudio, guardado com outros no exterior.

Aliás... Segundo Mônica Bergamo, Gilmar Mendes está convicto de que Joesley gravou uma conversa que ambos tiveram. (Folha)

Fonte: Meio