01 setembro 2017

Peças se arrumam para nova denúncia contra Temer



O empresário Joesley Batista tem até hoje para entregar novos áudios de conversas com políticos à Procuradoria-Geral da República. A cobrança, de acordo com Mônica Bergamo, veio da Polícia Federal que descobriu, durante a perícia do gravador, que alguns arquivos haviam sido apagados. As registros parecem envolver, entre outros, o deputado do PT Gabriel Guimarães e a irmã do doleiro Lúcio Funaro. Segundo o Painel, a defesa do presidente Michel Temer vai acusar Batista de ter tentado omitir provas, questionando a neutralidade da acusação. (Folha)

Já está novamente nas mãos do ministro Edson Fachin a delação premiada do doleiro. O ministro havia pedido ajustes, a Procuradoria-Geral da República os fez. Segundo Matheus Leitão, Funaro conta ter entregue várias malas de dinheiro nas mãos do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos homens fortes de Temer.

A prática do MP tem sido, ao tornar público um ato atrelado a uma delação, tornar também pública a delação. Mas os procuradores estão indecisos a respeito do que fazer no caso Funaro. Terão de tornar pública a denúncia contra Temer, pois ela será submetida ao plenário da Câmara. Porém fica o debate: como se trata de uma denúncia contra o presidente da República, ainda não definiram se devem pedir que a delação seja tornada pública também ainda que antes da permissão dos deputados para a continuidade do processo. (Globo)

Aliás... Janot reiterou ao Supremo pedido para investigar Michel Temer por corrupção no Porto de Santos. Afirma que há fatos novos por conferir.

Fonte: Meio