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Palocci escreve carta dura e se despede do PT



O ex-ministro Antonio Palocci pediu desfiliação do PT por carta (PDF). É um texto forte, em que conclama o partido a fazer um acordo de leniência no qual conte tudo, defende que as regras da política brasileira sejam reestruturadas, questiona o culto a Lula e se queixa de que, para sua antiga legenda, condenados são alçados a heróis, e réus confessos como ele são relegados à expulsão.

Antonio Palocci: “Um dia, Dilma e Gabrielli dirão a perplexidade que tomou conta de nós após a fatídica reunião na biblioteca do Alvorada, onde Lula encomendou as sondas e as propinas, no mesmo tom, sem cerimônias, na cena mais chocante que presenciei do desmonte moral da mais expressiva liderança popular que o país construiu em toda nossa história.”

Enquanto isso... O Tribunal Regional Federal da 4ª Região condenou o ex-ministro José Dirceu a 30 anos, nove meses e dez dias de prisão. São dez anos mais do que a pena estipulada por Sérgio Moro.

Dirceu a amigos: “Eu não me chamo Antonio Palocci.” (Estadão)

Bernardo Mello Franco: “José Dirceu e Antonio Palocci foram os aliados mais importantes de Lula na eleição de 2002. O primeiro montou a aliança que tirou o PT do gueto da esquerda. O segundo negociou a trégua entre o partido e o empresariado. Condenados por corrupção, eles escolheram caminhos opostos. Dirceu manteve o silêncio em nome da ‘causa’. Arrisca passar o resto da vida preso, mas é tratado como herói pelos antigos companheiros. Palocci deve voltar mais cedo para casa, mas jamais se livrará da pecha de traidor.” (Folha)

Há uma série de incongruências nos recibos apresentados pelo ex-presidente Lula para comprovar ter pago aluguel do apartamento que os executivos da Odebrecht dizem ter-lhe dado como parte da propina. Dois deles cobrem datas que não existem no calendário — 31 de junho de 2014 e 31 de novembro de 2015. Há outros dois referentes ao aluguel do mesmo mês — como se julho de 2014 tivesse sido pago dobrado, embora em dias distintos. Todos os recibos referentes a 2012 apresentam um mesmo erro de digitação: “São Bernanrdo”, e não São Bernardo. Ainda assim, os documentos não estão completos. Faltam 33 comprovantes. Glaucos da Costamarques, em cujo nome está o imóvel, negou em juízo ter recebido os valores, embora os tenha declarado à Receita Federal. (Globo)

Fonte: Meio

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