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11 setembro 2017

E Joesley Batista terminou na cadeia



Por volta das 14h de ontem, o empresário Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud se entregaram à Polícia Federal, em São Paulo. Passaram a noite na carceragem e hoje serão transferidos para Brasília, onde farão exame de corpo de delito no IML e permanecerão presos. (Globo)

Ao entrar na cela, apurou a repórter Andreza Matais, Joesley chorou. (Estadão)

A prisão foi pedida com urgência pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e ordenada em sigilo pelo ministro Edson Fachin, na sexta-feira. Janot desconfia que ambos omitiram informações dos investigadores, quebrando uma das cláusulas do acordo de delação premiada. Em liberdade, poderiam ocultar mais provas. Na gravação de quatro horas que registra a conversa entre Joesley e Saud, fica claro que ambos cogitavam gravar escondido ministros do Supremo e se levanta a suspeita de que o procurador Marcello Miller os orientou sobre como convencer Janot para aceitar a delação. O procurador-geral também pediu a prisão de Miller, mas Fachin não a concedeu. Considera que há indícios de sua participação, mas não o suficiente. A prisão dos executivos é temporária. Tem prazo de cinco dias e pode ser renovada por mais cinco.

No Supremo, a demora entre a ordem de prisão na sexta, pedida com urgência, e o encarceramento dos delatores, no domingo, causou estranheza. A estranheza aumentou com a divulgação, pelo site Antagonista, de uma foto que registra o encontro de Janot com o advogado Pierpaolo Bottini, da JBS, em um botequim brasiliense, no sábado. Bottini afirma que o encontro foi casual. A desconfiança, segundo O Globo, é de que estivessem combinando condições para que os executivos se entregassem.

A foto do encontro rendeu memes. Claro.

E... A Polícia amanheceu no apartamento do procurador Marcello Miller, no Rio, com mandados de busca e apreensão.

Fonte: Meio