24 agosto 2017

Reforma política virou impasse



Reunidos na Câmara, os deputados federais decidiram tirar do texto da reforma política o valor fixo para o fundo público que financiaria a reforma eleitoral. Estava previsto reservar 0,5% da receita corrente líquida do governo — hoje, R$ 3,6 bilhões. O projeto ainda determina que o Estado financie a campanha, mas não estabelece mais valor. E esta foi a única decisão que tomaram. Ainda não há consenso sobre quais as regras para eleger deputados, ou sobre qual o novo sistema de governo. (Globo)

Eles têm prazo: se os textos não forem aprovados até o início de outubro por Câmara e Senado, não valerão para o ano que vem. (Globo)

José Roberto de Toledo: “Alterar sistema de governo, fórmula eleitoral e financiamento de campanha, tudo ao mesmo tempo agora, não é jeito de aprimorar nada. É dissimulação: propõe-se o conserto do que não está quebrado enquanto decide-se o que importa em noitadas no Jaburu. O que está quebrado no sistema político brasileiro são os partidos: a facilidade com que podem ser criados, as muitas regalias que proporcionam, o obscurantismo de suas prestações de contas, o absolutismo de seus morubixabas e a falta de diversidade de suas estruturas. Não à toa, são as instituições mais mal vistas entre todas as avaliadas pela opinião pública.” (Estadão)

Fonte: Meio