16 agosto 2017

R$ 30 bilhões pior



O Planalto finalmente anunciou as novas metas fiscais para os próximos anos. O déficit ficou em R$ 159 bilhões para este ano e o próximo. Superávit, pelas contas da equipe econômica, só em 2021. Depois de dois adiamentos seguidos do anúncio, chegou a parecer que seria pior. Na briga interna, os ministros técnicos venceram os políticos, mas ainda assim o governo gastará R$ 30 bilhões mais do que seu compromisso do início do ano — e, para isso, encaminhará um projeto alterando as leis de Diretrizes Orçamentárias. O aumento do salário mínimo será menor. Foram cortados 60 mil cargos públicos. (Globo)

Aumento de tributos para o mercado financeiro e na contribuição previdenciária dos servidores trará R$ 14,5 bilhões novos. A partir de 2018, a folha salarial de empresas que foi desonerada durante o governo Dilma, um dos elementos que disparou a crise, será reonerada. Mas a previsão é de que o Congresso resista. (Estadão)

Henrique Meirelles entrou em contato com as três principais agências internacionais de classificação de risco. Pediu que esperassem um trimestre antes de rever as notas do país. (Folha)

Enquanto isso... Cíntia Borba Nogueira, assistente da primeira-dama Marcela Temer, recebeu um dos 76 imóveis funcionais da Presidência. (Estadão)

O Conselho Nacional de Justiça informa que não autorizou o pagamento de meio milhão de reais a um juiz do Mato Grosso. Nem a ele, nem aos outros 83 magistrados que receberam mais de R$ 100 mil em julho. Somados, os ganhos de todos deram R$ 19 milhões só naquele mês.

Fonte: Meio