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O destino de Temer será decidido hoje



Michel Temer trabalhou o dia todo: amanheceu a terça-feira num encontro com deputados do Maranhão. Na sequência, teve uma conversa com o deputado Paulinho da Força, que está indeciso. Ao menos, é o que ele diz. Almoçou com membros da Frente Parlamentar Agropecuária. Daí almoçou novamente com os deputados que festejavam o aniversário do colega Heráclito Fortes. Reuniu-se após com a bancada do Podemos para então jantar com os convidados do vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho. Todos os convidados eram deputados. Indecisos. Dizem. E, com uma penca destes parlamentares, o elevador pifou deixando-os presos por um tempo. O segundo jantar foi na casa do líder do DEM, Efraim Filho. É reta final de maratona: a Câmara deve decidir hoje se permitirá que o Supremo processe o presidente da República.

Mais de 200 deputados não declaram voto. Os ‘indecisos’. Buscam o acordo certo até o final e sugam o quanto dá. Destes, pelas contas do Estadão, 80% pertencem ou à bancada da Bíblia (Evangélicos), ou à da Bala (Segurança Pública), ou à do Boi (Agropecuária).

Acordos são possíveis... Quando deixou o Planalto, Paulinho da Força sequer disfarçou: a contribuição sindical pode ter morrido com a Reforma Trabalhista. Mas voltará. Temer lhe garantiu. Por sua vez, o deputado carioca Leonardo Picciani ganhou um órgão público novo — a Aglo já nasce com quatro cargos de salários altos para descobrir o que fazer com o que foi construído para as Olimpíadas.

E acordos têm preço. Pelas contas da Agência Lupa, o governo empenhou R$2,34 bilhões entre junho e julho para os deputados. (Folha)

O Planalto, conta Cristiana Lôbo, espera ter hoje 280 votos. É um número alto.

Aliás... o governador petista da Bahia, Rui Costa, exonerou dois secretários estaduais para que voltem à Câmara como deputados. Espera que defendam Temer. Não gosta da ideia de uma presidência Rodrigo Maia — um governo DEM, afinal, fortaleceria o prefeito de Salvador ACM Neto, seu principal adversário local. (Estadão)

A sessão será aberta hoje a partir das 9h, quando o quórum mínimo de 52 deputados se formar. O tucano Paulo Abi-Ackel, cujo relatório livrando Temer do processo foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, fará um discurso. Depois, fala o advogado do presidente, Antônio Cláudio Mariz. A partir daí, cada deputado que se inscrever tem o direito a cinco minutos de fala. Alternam-se os de um lado e do outro. Se quiser, o presidente da Câmara pode interromper o debate após dois discursos a favor e dois contra. Só quando dois terços dos deputados (342) registrarem sua presença é que o voto pode começar. Votarão abertamente, ao microfone.

Fonte: Meio

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