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Governo acena com mais impostos; pode ser truque



Como num repente, o governo federal apareceu ontem com uma lista de tributos que planeja aumentar. Focam na parcela com mais dinheiro da população. Inclui tributos sobre heranças e doações, distribuição de lucros e dividendos em empresas, alguns tipos de investimento e, o mais polêmico, o Planalto quer interferir no Imposto de Renda. Quem ganha acima de R$ 20 mil passaria a devolver para o Leão 35% de seus vencimentos. Hoje, a alíquota é de 27,5%. No total, se todos fossem ampliados, os cofres públicos receberiam R$ 35,5 bilhões a mais. Mas a grita foi imediata. O presidente da Câmara, que não havia sido alertado previamente sobre os planos, barrou a ideia. Líderes dos partidos — incluindo o PMDB — o acompanharam de presto. Perante a falta de apoio, o governo recuou no fim da tarde. (Estadão)

José Paulo Kupfer: “Não era preciso que líderes da base aliada no Congresso e lideranças empresariais manifestassem aberta e imediata resistência aos anúncios de que estão em estudos medidas para elevar a tributação sobre a renda dos extratos mais ricos da população. É intuitivo que não seria nada fácil passar um pacote com essas características. Considerando o perfil dos parlamentares e as forças no Congresso, uma hipótese plausível é que não se trata de um pacote de medidas para valer, mas lançado ao ar para facilitar a aceitação de uma revisão para cima da meta fiscal do ano — hoje fixada em um déficit de R$ 139 bilhões — e, quase em consequência natural, da meta de 2018 — déficit de R$ 129 bilhões. Revisar a meta fiscal é quase um imperativo.” (Globo)

Fonte: Meio

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