22 agosto 2017

Garantir reeleição motiva reforma política



Falando em um evento promovido pelo Estadão, os relatores da reforma política na Câmara e no Senado concordaram em um ponto: “Ela está sendo feita para atender aos interesses da reeleição”, nas palavras do senador tucano Ricardo Ferraço. “A única coisa que unifica o Congresso é a vontade de se reeleger”, continuou o petista Vicente Cândido.

Cada qual tem sua proposta. Cada dia, uma ideia diferente. Ontem, o presidente defendeu o que chama de ‘semipresidencialismo’. Seria uma República parlamentarista — mas não no modelo francês ou português em que o presidente tem um papel secundário. O primeiro-ministro, no comando do Congresso, tem a função de chefe de governo. E o presidente ocuparia um ‘poder moderador’. (Globo)

Por coincidência, o ministro Gilmar Mendes também defendeu o semipresidencialismo. (Globo)

A Câmara marcou para hoje votação da reforma política. Segundo Lydia Medeiros, as chances de tudo ficar como está são altas. (Globo)

Luís Roberto Barroso: “O Brasil precisa desesperadamente de uma reforma que, no sistema eleitoral, tenha três objetivos: baratear o custo das eleições, aumentar a representatividade no Legislativo e facilitar a governabilidade. O voto distrital misto divide a circunscrição em quantos distritos forem o número de cadeiras na Câmara. São Paulo, por exemplo, terá 70 distritos, e aí o político faz campanha num espaço delimitado. Acredito que pode ser a salvação da política no Brasil. Barateia a eleição e você pode verificar como foi o desempenho do seu candidato. O distritão é péssimo. É caro, enfraquece mais ainda os partidos e empodera os deputados para um tipo de negociação individual que vai tornar o sistema mais corrupto.” (Folha)

Fonte: Meio