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E as contas do governo não fecham



Ia ser ontem, mas havia ainda algum debate sobre o cálculo, então deve ficar para a segunda-feira o anúncio: a meta para 2017 era de que o governo terminaria o ano com déficit primário de R$ 139 bilhões. Passará a R$ 159 bi. (Estadão)

Mas... O presidente do Senado, Eunício Oliveira, deu ao Planalto prazo até segunda para justificar que o aumento da meta é inevitável. (Estadão)

Entre as decisões tomadas pelo governo está a decongelar por um ano o reajuste dos servidores públicos, que só ocorrerá em janeiro de 2019. A economia esperada é de R$ 11 bilhões. Além disto, o salário inicial de várias carreiras públicas será reduzido e os aumentos distribuídos ao longo da carreira serão mais lentos. (Globo)

Seguindo o exemplo espartano dado pelo Supremo, que na quarta-feira decidiu não aumentar o salário de juízes, o Conselho do Ministério Público voltou atrás, cancelando o aumento que pretendia outorgar aos procuradores em 2018.

Aliás... A frase é do ministro Gilmar Mendes: “Hoje, há juízes que ganham mais do que desembargadores e desembargadores que ganham mais do que ministro do STF. Não há um teto mais furado do que este.” Em São Paulo, a média salarial dos desembargadores é de R$ 70 mil. O teto constitucional é de R$ 33,7 mil. (Estadão)

O TCU vai fazer uma auditoria nos salários pagos pelas estatais. Quer ter certeza de que não ultrapassam os valores de cargos equivalentes na iniciativa privada.

E não custa lembrar: saiu por R$ 2,34 bilhões em verbas distribuídas pelos deputados a contenção, na Câmara, do processo contra o presidente Michel Temer. As contas são da Agência Lupa. E deve sair em R$ 3,6 bilhões o fundo que os parlamentares pretendem instituir para financiar as campanhas eleitorais. (Folha)

Helena Chagas: “A distribuição dos recursos do financiamento público não foi definida ainda, e provavelmente será regulada por uma lei ordinária. Vai ser uma briga de foice, como nunca vista antes, porque travada à luz do sol. Na modalidade antiga, com os caixas 1 e 2 das contribuições empresariais, boa parte da disputa interna nos partidos para botar a mão no dinheiro se passava de forma subterrânea. Agora, haverá vigilância da mídia, do Ministério Público e da Justiça Eleitoral, e será a primeira eleição geral após as delações da Lava Jato. Só essa situação já muda tudo, inclusive a correlação de forças internas em cada partido, dando súbita importância aos cargos de direção da burocracia partidária — que vão autorizar os gastos.”

Fonte: Meio

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