30 agosto 2017

Delação que pode abalar Temer na mesa de Fachin



A delação que o doleiro Lúcio Funaro fechou com o Ministério Público chegou à mesa do ministro Edson Fachin. Ele deve homologar (ou não) o acordo para que tenha validade. Funaro detalhou como operava dinheiro para o PMDB da Câmara — grupo que, liderado pelo presidente Michel Temer, incluía Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha. (Estadão)

Segundo Kennedy Alencar, Fachin deve ser rápido na homologação. Isto permitiria que o MP utilizasse o material na segunda denúncia contra Temer.

Vera Magalhães: “A ideia de Janot é combinar as delações de Joesley Batista e de Funaro para: 1) embasar a denúncia contra Temer por obstrução de Justiça no inquérito 4483 e 2) comprovar o envolvimento do presidente no inquérito 4327, o chamado ‘quadrilhão’ do PMDB. O problema é tempo. Do lado de Temer, o conselho de ministros próximos é proceder de forma diferente desta vez: denunciando desde o início motivações políticas e perseguição por parte de Janot e adotando tom mais duro com os deputados.” (Estadão)

Diga-se... Pouco antes de viajar para a China, onde participa do 9º Encontro de Cúpula do Bric, Temer fez publicar no Facebook um vídeo. “Querem colocar obstáculos ao nosso trabalho, semear a desordem nas instituições, mas tenho a força necessária para resistir”, disse.

E por falar nos Batista: Lauro Jardim informa que a Comissão de Valores Mobiliários autorizou o voto dos controladores da JBS na assembleia marcada pelo BNDESPar para sexta-feira. O banco quer afastar Wesley Batista da presidência da empresa. Pela decisão, os minoritários podem apoiar a ideia. (Globo)

Fonte: Meio