21 agosto 2017

Crise ameaça rachar PSDB



O presidente Michel Temer se encontrou algumas vezes nos últimos dias — fora da agenda, claro — com o senador Aécio Neves. Segundo a repórter Andréia Sadi, querem esvaziar Tasso Jereissati, presidente do PSDB, e autor solitário do programa de TV pró-parlamentarismo com duras críticas ao governo. Para Temer, o ideal era ter Aécio de volta ao comando da legenda. Oficialmente, porém, conversaram sobre a Cemig.

Merval Pereira: “Tudo indica que a substituição de Tasso foi a parte substantiva da conversa. Uma manobra bastante arriscada para os tucanos, que já vivem uma disputa interna sobre a candidatura à presidência e abririam uma crise mais grave que as anteriores, marcando uma divisão que talvez se torne definitiva, auxiliada pelo clima de polarização que domina a política nacional.” (Globo)

Os tucanos governistas — também aecistas — vão aumentar a pressão e ameaçam deixar o partido caso Tasso siga no comando. O DEM já acenou que os acolhe em seu projeto de engordar a legenda. (Folha)

Presidente do diretório paulistano do PSDB, Mário Covas Neto reclamou. “A presença de Aécio Neves em reuniões nos causa desconforto e embaraços”, conforme publicou no Facebook. O vereador de São Paulo foi duro. “Prove sua inocência, senador, e aí sim retorne ao partido.” Não ficou sem resposta. “Ele, que já foi alvo de acusações extremamente graves”, disse ao Estadão Domingos Sávio, que preside o diretório mineiro, “devia ter aprendido que cabe a quem acusa o ônus da prova.”

Nota pescada lá do meio do Painel de domingo: os tucanos pró-Temer calculam que Tasso namora a ideia de ser ele o candidato do partido em 2018. (Folha)

Fonte: Meio