Anuncie

Anuncie

Congresso se entrega à reforma política



Entre hoje e quinta, o Congresso começa a avaliar possíveis mudanças nas regras políticas. Se a ideia é fazê-las valer já em 2018, tem prazo: 7 de outubro, 12 meses exatos antes da eleição. Três propostas ganharam espaço entre as prioridades. A principal trata da criação de um fundo público para financiamento de campanhas. Desde 2015, o Supremo proibiu a doação de dinheiro por empresas. A ideia bancada pelo relator da reforma na Câmara, o petista Vicente Cândido, é destinar 0,5% da receita corrente líquida do Estado para os partidos. Hoje, R$ 3,6 bilhões. Metade iria para campanhas majoritárias — presidente, governadores e senadores —, 30% para os deputados federais e 20% para os estaduais. A segunda propõe implantar o Distritão. O projeto do carioca Miro Teixeira, da Rede, é tornar a eleição de deputado igual à de presidente e de governador: se elege quem receber mais votos, sem contas complexas para distribuição das vagas. Por fim, os parlamentares sugerem um teto para o número de candidatos que podem ser apresentados.

Jairo Nicolau: “Os políticos vão ter que ir atrás de financiamento das pessoas físicas e fazer campanhas mais baratas. Eles precisam se adequar a uma nova realidade. Não adianta querer fazer campanha de R$ 8 milhões porque o modelo não comporta mais. Vimos isso na campanha de vereadores, que ficaram muito mais baratas. Eles vão ter que se reinventar, achar outra forma de operar nesse mundo onde não há mais o dinheiro fácil das empresas. Uma parte do dinheiro virá do Estado e outra parte eles vão ter que pedir para as pessoas.”

Fonte: Meio

Tecnologia do Blogger.