01 julho 2016

Reviravolta no caso da morte do estudante da UFOB em Barreiras


Estudante morto

A polícia civil de Barreiras (BA), derrubou a versão ”inventada” de crime de latrocínio, sobre a morte do estudante da Universidade Federal da Bahia (UFOB), Carlson Calmon Correia Pereira, 22 anos, morto com um tiro no último sábado (25).

A verdade veio a tona nesta quinta-feira (30), quando dois rapazes; Michel Souza Amorim, 22 anos e Adriano Silva Barbosa, 19 anos, que eram colegas de da vítima, foram ouvidos pela polícia civil no Complexo Policial local.

”O crime de latrocínio está descartado!” É o que afirmam os delegados que conduziram as investigações do caso. Ainda não se fala em desfecho do caso. Entretanto a polícia já revelou na verdade, houve foi um crime de homicídio.

Quando Michel e Adriano foram interrogados, na manhã desta quinta-feira (30), eles insistiram com a ”versão mentirosa”, de que Carlson havia sofrido o tiro ao ser assaltado perto de casa no bairro JK.

Essa versão foi sustentada pelos dois, até o momento que os delegados revelaram que diante das investigações, existia a certeza, de que eles estavam mentindo. Foi daí que Michel e Adriano, revelaram que no meio de uma brincadeira, com um revolver, ocorreu o disparo acidental que ceifou a vida de Carlson.

Delegados Marineide Pires, Rivaldo Luz , Joaquim Rodrigues e a arma do crime

Os rapazes revelaram para a polícia que, eles dois, mais duas garotas, e a vítima, estavam reunidos na república dos estudantes, quando Michel exibiu a arma, e a repassou para Adriano. Segundo o próprio Adriano, ao manusear o revolver, este veio a disparar acidentalmente.

Para a polícia, apesar da reviravolta no caso, com a verdade vindo a tona e confirmado homicídio ao invés de latrocínio, existem outros pontos a serem esclarecidos. Não se descarta, por exemplo que o grupo estaria planejando fazer a brincadeira conhecida como “Roleta Russa”.

Michel além de revelar que estava no local, assumiu a propriedade e apresentou a arma, sendo um revolver calibre 32.

O ponto de partida para a reviravolta no caso, veio quando a polícia encontrou o celular da vítima esquecido dentro do carro no qual a vítima foi socorrida para o Hospital do Oeste. O aparelho e o revolver estão apreendidos na polícia civil.

Adriano, que a todo momento acompanhou a vítima desde leva-lo ao Hospital até permanecer no velório, ao lado da família de Carlson em Riacho de Santana, diante da polícia caiu em desespero ao tomar conhecimento que a polícia já tinha a versão verdadeira do caso. Em lágrimas ao ser interrogado, ele se ajoelhou e revelou o que havia acontecido. Ele disse que ao manusear a arma, esta disparou acidentalmente.

O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios local, visando esclarecer, individualmente as participações de Michel, Adriano e as duas moças, que a polícia ainda ouvirá, mas que foram citadas por eles.

Fonte: RB - Por: Flávio Lima